quinta-feira, 26 de março de 2015

ECO ÍNTIMO


Eco Íntimo

Sem equívocos, a maior liberdade conquistada pelo espírito é a consciência em paz.
Causar mal a alguém é deter-se no tempo, afivelado por uma contingência de acontecimentos que cedo ou tarde nos alcançarão, colocando-nos frente a frente com o sofrimento.
Perseguir alguém é ser também perseguido, é atanazar a própria alma passando num dado momento de caçador a caçado. O mal que existe de forma intensa em nosso meio, predomina também no nosso psiquismo e consequentemente retornará ao ambiente em que vivemos influenciando-nos na desventura.
De forma inaudita o Universo é composto de leis invioláveis, que o regulam e o mantêm nos ciclos progressistas. Tudo que estagna, tudo que estaciona pelo caminho, paralisa a marcha, devendo portanto conhecer os impulsos da dor para que haja substituição de valores e desenvolvimento.
Muitos desvios de conduta que observamos, nascem em certas pessoas pela confiança de que certos fins justificam os meios, mas a prejuízo de outrem e a proveito de si mesmo, nenhum meio pode legalizar algum fim digno. Somente a maturidade espiritual adquirida pelas múltiplas existências, pode despertar o senso de justiça e a substituição daquilo que cause mal ao outro pela ação que ocasione simplesmente o bem. Essa substituição de valores ocorre silenciosamente nos bastidores da consciência, através de provas que o espírito sofra, simples ou acentuadas, positivas ou negativas, que farão com que o ser adquira novos sentimentos, novas formas de pensar, novas atitudes.
Chegaram armados e o tomaram para levar preso, logo após o beijo de traição de Judas, que O identificou como àquele procurado pelo Sinédrio. Pedro estendendo a mão puxou da espada que trazia e feriu um daqueles. Jesus então reprendeu a Pedro e lhe disse,” Pedro, embainha a tua espada, pois quem com ferro fere, com ferro será ferido”.
O mestre não disse a Pedro que ele poderia ou não ser ferido, Jesus lançou naquele momento de uma certeza como lição inesquecível, um verdadeiro preceito expresso em forma de sentença universal. Aquilo que intento e faço, daquilo mesmo e na mesma medida é o que retornará a minha pessoa. Essa máxima se compreendida integralmente, livraria os homens de muitos dos contratempos e infelicidades que tanto os desgastam e os fazem sofrer.
Na verdade todo mal que fazemos a outrem, fazemos inicialmente a nós mesmos. É uma ação encadeada, que gera uma qualidade de energia, que desde o ato em si já principia o envenenamento do ser, primeiro sofre a consciência culpada que é martirizada pela ação infeliz, depois sofre novamente o corpo que se abastece de sentimentos insalubres bloqueando, mesmo sem sentir, o ótimo e justo funcionamento orgânico, entrando em choque com uma inumerável e desconhecida alteração hormonal, que provoca desde mudanças no humor, as mais complicadas patologias que não são facilmente identificadas de forma clínica.
Dito isso, imaginemos o que se passa então com aqueles que cometem crimes brutais, como esses cheios de requintes de crueldade e violência de que temos notícia. Mergulhemos ainda mais profundo nas nossas análises e imaginemos a agressão íntima, depois que a consciência finalmente se der conta do ato incidido, o que sentem esses que perpetram crimes horrendos contra os próprios familiares, aqueles mesmo que os amavam e nutriam por eles simpatia. Inimaginável não!
Assim meus caros, as verdadeiras vítimas são os agressores, que perdidos no momento da cólera e escoimados por mentes mais perversas ainda, deslizam aos desfiladeiros trevosos dos crimes. Será que podeis realmente estimar as paredes que aprisionam essas mentes em sofrimento dantesco, que as despedaça internamente em lapso, que rechaçam as suas almas, desnutrem as suas forças todas e abatem a própria sanidade, transformando-os em zumbis da sociedade, portadores da dor latente do remorso, consubstanciado pelo ir e vir irrefreável da culpa que os martiriza e prostra com todo tipo de psicoses depois do ato inominável.
Mesmo aqueles que julgamos insensíveis, que mostram não estar nem aí pelo que praticaram, isso é apenas uma máscara assumida que um dia irá cair, que requerendo esconder a consciência do seu ato com o encontro com a realidade, assume diversas fugas de identidade. Só que a ação gerada, quanto mais se demore para ser conscientizada, com mais força reagirá acordando as culpabilidades em dor intratável.
Portanto, não nos enganemos mais, toda vez que emitimos um sentimento inferior em uma direção, ele tende a regressar com maior força de volta à fonte emissora, tal qual um bumerangue.
Da mesma forma que sentimentos de ingratidão, raiva, mágoa e ódio sempre nos alcançam pelo caminho, o mal intitulado pela força da ação e reação volta a nós como ensinamento inolvidável transmudado em dor.  
Tudo regressa a nós, tanto as parcelas do mal, como as do bem.  Só que o bem e o amor nos acastela nos sentimentos seguros da fraternidade, erguendo os nossos espíritos, nos deixando provar das suas doces alegrias.
Estejamos hoje e sempre prontos a transformar, junto ao laboratório íntimo do coração, nossos sentimentos malsãos em sentimentos proveitosos e positivo. Para o nosso bem e para o bem da nossa paz espiritual.
Que assim possa ser!
     
Alfredo Dantas
Mensagem recebida na mediúnica da FEIS no dia 18 de março de 2015 pelo médium Jorge Antônio.

quinta-feira, 12 de março de 2015

ELE É


Ele É

Quando tudo parece desabar e o peso do mundo te dobrar ante os sofrimentos. Ele é a sustentação da alma.
Quando as ansiedades abatem o equilíbrio da mente e confundem. Ele é o sossego reorganizado o íntimo.
Quando o medo apavora e traz incertezas. Ele é a coragem que direciona os passos.
Quando a perturbação desmantela e a loucura do instante tenta derrubar a sanidade. Ele é o ideal suporte no alcance da harmonia pessoal.
Quando os adversários atacam com crueldade e sem trégua. Ele é a lição que exemplifica o perdão aos corações mais duros.
Quando a ingratidão fere e mágoa. Ele é o manancial de conforto e recompensas.
Quando a fé falta. Ele é a certeza de tudo.
Quando a dor visita cortando na carne e extenuando o corpo. Ele é o remédio que restabelece a vivacidade.
Quando a calunia fere e as palavras insultam. Ele é a renovação da estima erguendo os destratados.
Quando as celas prendem. Ele é a liberdade.
Quando os vícios perseguem. Ele é o desatar dos nós.
Quando o mundo nega. Ele dá.
Quando a escuridão proíbe de ver. Ele é o acender das luzes.
Quando a solidão bate. Ele é a companhia ideal e necessária.
Quando o orgulho toma dianteira. Ele é a humildade que restabelece seu lugar.
Quando a tristeza golpeia e a depressão despedaça. Ele é quem reúne, pedacinho em pedacinho, colando-os num novo e mais bonito vaso.
Quando o rascunho termina. Ele é quem principia a obra prima.
Quando as lágrimas choram. Ele faz o coração sorrir.
Quando o ódio envenena. Ele estimula os amores esquecidos da vida.
Quando a vingança persegue. Ele une e liberta.
Quando a estrada desaba. Ele é o caminho da esperança.
Quando a mentira atraiçoa. Ele é a verdade constante.
Quando a morte chega. Ele é a vida que não se perde.
Em todos os momentos quando a existência parece enfraquecer, quando o mundo atropela os sentidos e quando as questões afligem abatendo a alma, Jesus É e sempre será a resposta para os maiores desafios, temperando o coração, corrigindo o espírito, endireitando-lhe os passos na senda do amor, da compreensão e da luz.
Não se abata. O seu pior momento na vida é sempre o seu melhor momento de melhorar, descobrindo-O no íntimo.

Anastácia
Mensagem recebida na mediúnica da FEIS no dia 03 de março de 2015  pelo médium Jorge Antônio