Aceitando as diferenças
Convivemos
com diversas criaturas ao nosso redor, personalidades diferenciadas, algumas
nos inspiram simpatia e nos compreendem alimentando o nosso ânimo de viver. Já
outras, o comportamento nos revolve numa aversão que as vezes nem sabemos
explicar de onde vem.
Olhamos
os defeitos alheios pelas lentes de aumento do que carregamos no interior, culturalmente
embebido nas nossas crenças, nos preconceitos e aprendizados da infância, dentro
do nosso discernimento tantas vezes limitado e da própria ignorância com que emitimos
julgamentos precipitados acerca das pessoas.
Gastamos
muito tempo tentando mudar o outro, observando os seus defeitos e nos
incomodando mais e mais com eles, vamos assim aguardando que o outro mude para
atender as nossas expectativas. Um dia, entretanto, percebemos que quem deve
mudar não é o outro, observamos que somos nós que necessitamos de mudanças.
Primeiramente
que, a mudança do outro cabe a ele decidir a hora. A nós, só nos compete a
própria transformação, a única que podemos exigir que seja feita no tempo que
nos pertence, na urgência do nosso ser.
Um
dos grandes desafios no exercício diário da convivência é entender o outro
dentro da sua própria maneira de ser, procurando respeitar e ter empatia
afetiva, adquirindo paciência, sabendo que entre as pessoas existem diferenciadas
visões do mundo. Devemos assim aprender a respeitar as diferenças.
Em
relação a uma pessoa que nos incomoda realmente, que nos agride secretamente,
temos duas opções; nos afastar, ou, aprender a aceitar o outro a sua maneira. Às
vezes as pessoas se esquecem de prestar atenção nas dificuldades do outro, de
olhar com bons olhos as genuínas necessidades alheias. Isso às vezes basta para
solucionar diversos conflitos.
Quando
identificamos alguém ainda num estágio atrasado em relação as nossas próprias
conquistas morais, geralmente essas pessoas quando integram o nosso circulo de
convivência, causam distúrbios e motivam vários transtornos. Porém, é um dever
cristão, respeitarmos o estágio evolutivo do outro, visto que, nosso Amado Pai,
mesmo sublimado de virtudes e perfeições inatingíveis, aceita-nos dentro da
nossa pequenez, amando-nos da mesma forma sem nos cobrar a mudança imediata,
reconhecendo em nós a luz estacionada.
Um
dos grandes dilemas da humanidade repousa exatamente no convívio, essa difícil
arte de manter boas relações entre as pessoas, sabendo aceitar as diferenças e admitir
aquelas que transgridam a nossa afinidade, aprendendo com a vida os testes para
suportar o que nos incomoda, compreendendo e amando aqueles que nos afligem
unicamente com a sua presença.
O
“amai-vos uns aos outros” é realmente o verdadeiro compêndio a ser seguido para
a modificação benevolente desse orbe, pois enquanto persistirem esses ódios,
essas animosidades, às vezes gratuitas, não haverá paz espiritual sobre a face
da Terra. Enquanto os homens não aprenderem a serem fraternais, entendendo que
o semelhante perturbador, é perturbado pelas enfermidades de que é portador.
Enquanto não houver isso, não haverá um entendimento real do que seja o cristianismo.
Jesus
veio nos dar os exemplos sublimes do coração que ama, educando com paciência as
almas rebeldes, acalmando os agitados através da própria paz que dele emanava.
Em vez de dar ordens e criticar, operava transformações através do exemplo e da
compreensão ao erro.
O
perdão é um processo cultivado em primeira instância no íntimo do ser, ele deve
ser o mediador das relações conflituosas sem carregar consigo cobranças e acusações
de nenhuma ordem, já que todos nós somos bastantes necessitados do ânimo procedente
do perdão. Dependemos do perdão alheio para seguirmos adiante sem o peso
vexatório dos nossos erros, da mesma forma devemos perdoar indiscriminadamente
todas as ofensas, perseguições e maltratos sofridos. Não devemos nos esquecer
que é diante do convívio com essas personalidades difíceis, que nos testam a
paciência e o exercício no amor, que aprenderemos as lições valiosas da vida.
Precisamos
nos lembrar sempre que a vida na carne é muito breve e que não vale muito
carregarmos conosco certos sentimentos que são como uma “mochila” pesada a nos
dificultar os passos.
O
bom mesmo meus caros é não precisar ter sempre razão, o melhor é viver de
braços dados com a felicidade, de bem com todos, respeitando, tolerando e
amando as diferenças. Já que, seguramente, também representamos para o outro alguma
dificuldade.
Somos
diferentes uns dos outros, precisamente dentro daquele princípio que nos define
como individualidades únicas, sendo assim, como nos aconselhou o querido
Mestre, o inusitado caminho que pode nos salvar é o do amor. Sem ele, estaremos
fadados ao fracasso do convívio humano.
Amemo-nos
apesar de todas as diferenças.
Anastácia
Mensagem recebida na mediúnica da FEIS no dia 11 de
Fevereiro de 2014 pelo médium Jorge Antonio
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