quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

ACEITANDO AS DIFERENÇAS




Aceitando as diferenças


Convivemos com diversas criaturas ao nosso redor, personalidades diferenciadas, algumas nos inspiram simpatia e nos compreendem alimentando o nosso ânimo de viver. Já outras, o comportamento nos revolve numa aversão que as vezes nem sabemos explicar de onde vem.
Olhamos os defeitos alheios pelas lentes de aumento do que carregamos no interior, culturalmente embebido nas nossas crenças, nos preconceitos e aprendizados da infância, dentro do nosso discernimento tantas vezes limitado e da própria ignorância com que emitimos julgamentos precipitados acerca das pessoas.
Gastamos muito tempo tentando mudar o outro, observando os seus defeitos e nos incomodando mais e mais com eles, vamos assim aguardando que o outro mude para atender as nossas expectativas. Um dia, entretanto, percebemos que quem deve mudar não é o outro, observamos que somos nós que necessitamos de mudanças.
Primeiramente que, a mudança do outro cabe a ele decidir a hora. A nós, só nos compete a própria transformação, a única que podemos exigir que seja feita no tempo que nos pertence, na urgência do nosso ser.
Um dos grandes desafios no exercício diário da convivência é entender o outro dentro da sua própria maneira de ser, procurando respeitar e ter empatia afetiva, adquirindo paciência, sabendo que entre as pessoas existem diferenciadas visões do mundo. Devemos assim aprender a respeitar as diferenças.
Em relação a uma pessoa que nos incomoda realmente, que nos agride secretamente, temos duas opções; nos afastar, ou, aprender a aceitar o outro a sua maneira. Às vezes as pessoas se esquecem de prestar atenção nas dificuldades do outro, de olhar com bons olhos as genuínas necessidades alheias. Isso às vezes basta para solucionar diversos conflitos.
Quando identificamos alguém ainda num estágio atrasado em relação as nossas próprias conquistas morais, geralmente essas pessoas quando integram o nosso circulo de convivência, causam distúrbios e motivam vários transtornos. Porém, é um dever cristão, respeitarmos o estágio evolutivo do outro, visto que, nosso Amado Pai, mesmo sublimado de virtudes e perfeições inatingíveis, aceita-nos dentro da nossa pequenez, amando-nos da mesma forma sem nos cobrar a mudança imediata, reconhecendo em nós a luz estacionada.
Um dos grandes dilemas da humanidade repousa exatamente no convívio, essa difícil arte de manter boas relações entre as pessoas, sabendo aceitar as diferenças e admitir aquelas que transgridam a nossa afinidade, aprendendo com a vida os testes para suportar o que nos incomoda, compreendendo e amando aqueles que nos afligem unicamente com a sua presença.
O “amai-vos uns aos outros” é realmente o verdadeiro compêndio a ser seguido para a modificação benevolente desse orbe, pois enquanto persistirem esses ódios, essas animosidades, às vezes gratuitas, não haverá paz espiritual sobre a face da Terra. Enquanto os homens não aprenderem a serem fraternais, entendendo que o semelhante perturbador, é perturbado pelas enfermidades de que é portador. Enquanto não houver isso, não haverá um entendimento real do que seja o cristianismo.
Jesus veio nos dar os exemplos sublimes do coração que ama, educando com paciência as almas rebeldes, acalmando os agitados através da própria paz que dele emanava. Em vez de dar ordens e criticar, operava transformações através do exemplo e da compreensão ao erro.
O perdão é um processo cultivado em primeira instância no íntimo do ser, ele deve ser o mediador das relações conflituosas sem carregar consigo cobranças e acusações de nenhuma ordem, já que todos nós somos bastantes necessitados do ânimo procedente do perdão. Dependemos do perdão alheio para seguirmos adiante sem o peso vexatório dos nossos erros, da mesma forma devemos perdoar indiscriminadamente todas as ofensas, perseguições e maltratos sofridos. Não devemos nos esquecer que é diante do convívio com essas personalidades difíceis, que nos testam a paciência e o exercício no amor, que aprenderemos as lições valiosas da vida.
Precisamos nos lembrar sempre que a vida na carne é muito breve e que não vale muito carregarmos conosco certos sentimentos que são como uma “mochila” pesada a nos dificultar os passos. 
O bom mesmo meus caros é não precisar ter sempre razão, o melhor é viver de braços dados com a felicidade, de bem com todos, respeitando, tolerando e amando as diferenças. Já que, seguramente, também representamos para o outro alguma dificuldade.
Somos diferentes uns dos outros, precisamente dentro daquele princípio que nos define como individualidades únicas, sendo assim, como nos aconselhou o querido Mestre, o inusitado caminho que pode nos salvar é o do amor. Sem ele, estaremos fadados ao fracasso do convívio humano.

Amemo-nos apesar de todas as diferenças.                   

Anastácia

Mensagem recebida na mediúnica da FEIS no dia 11 de Fevereiro de 2014 pelo médium Jorge Antonio  

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