Energia Dissonante
Alguns espíritas embora engajados nos serviços
fraternos, vivem cheios de incertezas, descrentes e a espera de confirmações
íntimas para realmente aceitarem as manifestações que os cercam.
O campo do conhecimento humano é deveras limitado em
relação as complexidades que cercam o indivíduo. Uns querem explicar tudo
através da ciência terrena, outros, justificam todas as coisas através da
religiosidade, mas, o fato é: chegados a esse lado de cá da vida, muitas
crenças e ancoragens presunçosas tombam e a criatura avista-se verdadeiramente
no patamar de aprendiz ao atestar os diversos níveis superiores de conhecimento
ainda fora do seu alcance, inclusive na eminência de uma supra consciência a
ser desvendada, além da realidade nova que o cérebro humano antes julgava fantasias
ou invencionices.
O ser já não quer ter sempre razão, já não luta por um
espaço na sociedade, já não se aflige tanto pelas insignificâncias de
antes. Seu duelo agora é com a própria
consciência na tentativa de libertá-la das retenções do homem tolo.
Alguns depois de aportarem por aqui, levam tempo até
compreenderem os ciclos necessários ao crescimento, principalmente estes irmãos
hermeticamente fechados em seu mundo de crenças pessoais. Outros fazem parte
desse estado psicossomático da Terra, com essa maneira individual de pensar e
julgar muito egocêntrica, já agregada por milhares de forma-pensamentos
individualistas, que através do tempo edificou a triste realidade psíquica
deste Globo.
Sabendo dessas dificuldades, os Guias aproveitam todas
as oportunidades que encontram para ministrar esclarecimentos que libertem a
consciência humana desde já dessas celas.
Incansavelmente os mensageiros do outro lado trazem
aos homens recados esclarecedores acerca da realidade extrafísica que os
cercam, excepcionalmente são clamores no vazio. Poucos são os que fazem
verdadeiro usufruto dessas comunicações, quase sempre dando pouca ou nenhuma
importância ao sugerido.
Notadamente, as últimas mensagens têm se concentrado
nas questões da sintonia mental, nas amarrações psíquicas já em desenvolvimento
em certas faixas vibratórias prejudiciais, nas atrações simbióticas, convocando
prevenção aos processos sutis de ataque dos adversários do equilíbrio, bem
como, chamado a atenção de todos para o reconhecimento das forças protetoras e
dos fluidos salutares ofertados na manutenção da estabilidade individual e dos
grupos de trabalho.
Não só nessa Casa, mas em quase todas, os alertas têm
sido ressaltantes nesse sentido.
Assim como o alimento é responsável para suprir o
corpo de nutrientes, transportando para seu interior o combustível para suas atividades
energéticas, reparadoras e estruturais, o pensamento é outrossim o alimento do
espirito, sustentando-o junto a jornada da carne.
Assim a preocupação dos Guias e Protetores para com os
amigos encarnados, fortalecendo as observações para que compreendam melhor que
tudo é energia à sua volta, buscando auxiliá-los em concentrarem-se mais por
dominar a palavra que sai da boca, em tornarem-se senhores dos próprios
pensamentos, vigiando de forma mais atenta suas cobiças irrefletidas e suas
vontades levianas. Reparar melhor nas próprias alternâncias entre a
estabilização mental e as perturbações recorrentes, entre a serenidade e os
processos cíclicos da ansiedade, nas trocas repentinas do humor, para que,
analisando melhor essas intercorrências do dia-a-dia, conheçam-se e possam de
forma mais conscienciosa auto-ajudarem-se.
Nesse quesito de conhecer melhor a si mesmo, cada qual
pode validar as próprias tentativas como salutares ou negativas, tentando
transformar pouco a pouco suas experiências de vida.
Devemos aceitar que poucos se conhecem integralmente,
sendo esse o grande aprendizado do homem desde seu nascimento até a extinção do
corpo material. A importância que dermos a eficácia da mente, identificando as
forças atuantes junto a nossa existência carnal, pode sim nos assistir na
compreensão de nós mesmos e do mundo a nossa volta.
Lembremos de Santo
Agostinho que nos convidou a ver no fundo do nosso ser as forças obscuras fora
da consciência brilhante e do livre exercício da nossa vontade, que podem
determinar nosso comportamento, afirmando para nós que, o fundamento da alma é
sua contínua autoconsciência.
Sendo assim, atentemos cada vez mais aos impulsos da
mente, esforçando-nos para o controle das nossas vontades, palavras, desejos e
pensamento.
Deixemos de ser dependentes emocionais dos outros,
dependendo da aprovação alheia para tudo. Já nos tornamos capazes de discernir
entre o adequado e o proveitoso para nossos espíritos. Vamos abandonar essa
postura de vítimas dos nossos ciclos sociais e vamos ter juízo próprio acerca
de nós mesmos e do nosso caráter. Vamos
deixar de ser circunspectos na própria instrumentação íntima. Vamos buscá-la diariamente.
Tornemo-nos senhores do “eu” através do trabalho interno que nos cabe. Vamos
todos, já não podemos mais perder tempo nessa roda de reencarnações.
Pe. Alberto Fonseca
Mensagem recebida na FEIS na mediúnica do dia 05 de julho
de 2012

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