quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

ENERGIA DISSONANTE




Energia Dissonante

Alguns espíritas embora engajados nos serviços fraternos, vivem cheios de incertezas, descrentes e a espera de confirmações íntimas para realmente aceitarem as manifestações que os cercam.
O campo do conhecimento humano é deveras limitado em relação as complexidades que cercam o indivíduo. Uns querem explicar tudo através da ciência terrena, outros, justificam todas as coisas através da religiosidade, mas, o fato é: chegados a esse lado de cá da vida, muitas crenças e ancoragens presunçosas tombam e a criatura avista-se verdadeiramente no patamar de aprendiz ao atestar os diversos níveis superiores de conhecimento ainda fora do seu alcance, inclusive na eminência de uma supra consciência a ser desvendada, além da realidade nova que o cérebro humano antes julgava fantasias ou invencionices.
O ser já não quer ter sempre razão, já não luta por um espaço na sociedade, já não se aflige tanto pelas insignificâncias de antes.  Seu duelo agora é com a própria consciência na tentativa de libertá-la das retenções do homem tolo.
Alguns depois de aportarem por aqui, levam tempo até compreenderem os ciclos necessários ao crescimento, principalmente estes irmãos hermeticamente fechados em seu mundo de crenças pessoais. Outros fazem parte desse estado psicossomático da Terra, com essa maneira individual de pensar e julgar muito egocêntrica, já agregada por milhares de forma-pensamentos individualistas, que através do tempo edificou a triste realidade psíquica deste Globo.
Sabendo dessas dificuldades, os Guias aproveitam todas as oportunidades que encontram para ministrar esclarecimentos que libertem a consciência humana desde já dessas celas.
Incansavelmente os mensageiros do outro lado trazem aos homens recados esclarecedores acerca da realidade extrafísica que os cercam, excepcionalmente são clamores no vazio. Poucos são os que fazem verdadeiro usufruto dessas comunicações, quase sempre dando pouca ou nenhuma importância ao sugerido.
Notadamente, as últimas mensagens têm se concentrado nas questões da sintonia mental, nas amarrações psíquicas já em desenvolvimento em certas faixas vibratórias prejudiciais, nas atrações simbióticas, convocando prevenção aos processos sutis de ataque dos adversários do equilíbrio, bem como, chamado a atenção de todos para o reconhecimento das forças protetoras e dos fluidos salutares ofertados na manutenção da estabilidade individual e dos grupos de trabalho.
Não só nessa Casa, mas em quase todas, os alertas têm sido ressaltantes nesse sentido.
Assim como o alimento é responsável para suprir o corpo de nutrientes, transportando para seu interior o combustível para suas atividades energéticas, reparadoras e estruturais, o pensamento é outrossim o alimento do espirito, sustentando-o junto a jornada da carne.
Assim a preocupação dos Guias e Protetores para com os amigos encarnados, fortalecendo as observações para que compreendam melhor que tudo é energia à sua volta, buscando auxiliá-los em concentrarem-se mais por dominar a palavra que sai da boca, em tornarem-se senhores dos próprios pensamentos, vigiando de forma mais atenta suas cobiças irrefletidas e suas vontades levianas. Reparar melhor nas próprias alternâncias entre a estabilização mental e as perturbações recorrentes, entre a serenidade e os processos cíclicos da ansiedade, nas trocas repentinas do humor, para que, analisando melhor essas intercorrências do dia-a-dia, conheçam-se e possam de forma mais conscienciosa auto-ajudarem-se.
Nesse quesito de conhecer melhor a si mesmo, cada qual pode validar as próprias tentativas como salutares ou negativas, tentando transformar pouco a pouco suas experiências de vida.
Devemos aceitar que poucos se conhecem integralmente, sendo esse o grande aprendizado do homem desde seu nascimento até a extinção do corpo material. A importância que dermos a eficácia da mente, identificando as forças atuantes junto a nossa existência carnal, pode sim nos assistir na compreensão de nós mesmos e do mundo a nossa volta.
Lembremos de Santo Agostinho que nos convidou a ver no fundo do nosso ser as forças obscuras fora da consciência brilhante e do livre exercício da nossa vontade, que podem determinar nosso comportamento, afirmando para nós que, o fundamento da alma é sua contínua autoconsciência.
Sendo assim, atentemos cada vez mais aos impulsos da mente, esforçando-nos para o controle das nossas vontades, palavras, desejos e pensamento.
Deixemos de ser dependentes emocionais dos outros, dependendo da aprovação alheia para tudo. Já nos tornamos capazes de discernir entre o adequado e o proveitoso para nossos espíritos. Vamos abandonar essa postura de vítimas dos nossos ciclos sociais e vamos ter juízo próprio acerca de nós mesmos e do nosso caráter.  Vamos deixar de ser circunspectos na própria instrumentação íntima. Vamos buscá-la diariamente. Tornemo-nos senhores do “eu” através do trabalho interno que nos cabe. Vamos todos, já não podemos mais perder tempo nessa roda de reencarnações.    

Pe. Alberto Fonseca

Mensagem recebida na FEIS na mediúnica do dia 05 de julho de 2012 
pelo médium Jorge Antonio 

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