Trabalho
silencioso
Como
verdadeiros cristãos, carecemos seguir as exortações do Evangelho, consolidados
na fé da imortalidade da alma, devemos crescer junto as provas do
comportamento, exemplificando genuinamente a nossa crença nas diretrizes do
Cristo.
Labutamos
juntos, ombreando diversas tarefas como distintas individualidades na mesma
arena de exercícios e provas.
Certamente
encontraremos personalidades difíceis pelo caminho, quando a bem da verdade,
não formos nós àqueles que acarretaremos certas dificuldades, impondo nossos
transtornos aos que convivem conosco?
É
nosso dever incansável apresentar tolerância às limitações alheias, já que, os
companheiros têm notadamente que suportar as nossas tantas deficiências.
Jamais
assumirmos posição de juiz frente à prova de outrem. Muitas vezes a dor aparece
como grande contributo das transformações perenes do espírito.
Julgam
a dor na Terra como grande rival e inimiga da felicidade, essa é a observação
de quem vê pela superfície, daqueles que não possuem a presciência na
profundidade das questões libertadoras da dor.
Preocupemo-nos
não em aquilatar a dor vizinha, mas de não ser o elemento causador da dor
alheia, pois quem verdadeiramente sofre, não é aquele que vive o quadro real da
dor, sofre legitimamente aquele que causa o sofrimento aos semelhantes.
No
campo das tarefas cristãs, devemos apreender a trabalhar sem estardalhaço, sem
notoriedade, trabalhar em silêncio, sem escolher tarefas de relevo que nos
destaque.
Cuidemos
do íntimo primeiramente, vigiando a postura interna para não assumirmos
qualquer papel de importância a que tantos ludibriaram à jactância pessoal.
Insinua-se
discretamente no seio dos trabalhadores do Cristo, essa falsa importância que
as vozes ocultas teimam em repetir aos corações humanos, iludindo-os pelas
vaidades pessoais.
Falsos
servos da humildade fazem-se modestos, para ir galgando as posições de destaque
que tanto anseiam nos seus desideratos de equívoco.
Mesmo
sem sentir, querem sempre a voz de comando, querem estar no centro das
atenções, politicamente envolvidos para sentirem-se engrandecidos pelas
opiniões alheias.
Promovem
os outros intentando granjear admiração em retorno, bajulam as pessoas certas
aos seus objetivos de parecerem sempre mais do que realmente são no campo da verdade.
Arvoram-se
projetando fantasiosas faculdades a própria personalidade para que o séqüito de
admiradores cresça, contudo não percebem que estão dominados pela ânsia terrena
de destaque.
O
verdadeiro cristão não é aquele que quer se mostrar sempre favorecido pela
razão. O verdadeiro cristão é aquele que sabe calar a própria razão, para não
ferir o outro que não a possui.
O
verdadeiro cristão não divulga os próprios feitos e seu trabalho se apresenta
humilde, silencioso, mas com dedicação e repetitividade responsável.
Quando
há alguma vertente da tarefa que não apreende, não hasteia bandeiras em
terrenos desconhecidos, fazendo-se senhor daquilo que lhe é incógnita,
verbalizando a esmo avaliações precipitadas. Procura ajuda e conselho.
Quando
o serviço complicado aparece, encontramos os mais diversos comportamentos:
Encontramos
os que têm o olho clínico para perceber falhas, apontar erros e criticar os
defeitos, contudo não se entregam a disposição para colocar em prática às
perfectibilidades que propagandam.
Há
os que sempre apresentam falta de tempo, envolvidos com todo tipo de
atribulações humanas, jamais podendo doar-se verdadeiramente a causa.
Outros
não aderem ao convite, visto que a tarefa lhes parece bastante insignificante
diante da própria estatura projetada.
Os
ociosos e gozadores da vida se negam porque jamais podem abandonar a posição resfolgante
que assumiram.
Logo,
o serviço será exercido por aqueles que não recuam, mesmo ante as próprias
imperfeições, mesmo atarefados, ocupadíssimos, sabem que não podem deixar as
Tarefas de Jesus entregues a sorte, destarte abraçam-nas com zelo e carinho.
É
assim que em silêncio, cumprem o dever que muitos renegaram, outros criticaram,
alguns desprezaram, mas que verdadeiros voluntários não se apresentaram.
É
triste observarmos que as salas mediúnicas estão cheias de trabalhadores
superficiais, desse teor de impassibilidade, concerne à obviedade do vínculo
semanal, não se apresentam como voluntários para nenhuma outra tarefa.
Deste
modo, o verdadeiro trabalhador, antes de ser aquele que fala, mais do que
aquele que manda, ou do que aquele que mostra, é aquele que faz.
É
o voluntarioso que obra silenciosamente, desincumbindo-se da tarefa com amor,
com dedicação, uma vez que, vê em qualquer serviço do bem, por mais minúsculo
que lhe pareça, a observância da necessidade imprescindível daquela ocupação na
elucidação e socorro das almas.
Infelizmente
continuam a ser muitos os pastores,
poucos os trabalhadores.
Alberto Fonseca
Mensagem psicografada na reunião
mediúnica dos trabalhadores da FEIS
Fraternidade Espírita Irmã Scheilla
em 01/07/2011 pelo médium Jorge Antônio

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