quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

TRABALHO SILENCIOSO



Trabalho silencioso

Como verdadeiros cristãos, carecemos seguir as exortações do Evangelho, consolidados na fé da imortalidade da alma, devemos crescer junto as provas do comportamento, exemplificando genuinamente a nossa crença nas diretrizes do Cristo.
Labutamos juntos, ombreando diversas tarefas como distintas individualidades na mesma arena de exercícios e provas.
Certamente encontraremos personalidades difíceis pelo caminho, quando a bem da verdade, não formos nós àqueles que acarretaremos certas dificuldades, impondo nossos transtornos aos que convivem conosco?
É nosso dever incansável apresentar tolerância às limitações alheias, já que, os companheiros têm notadamente que suportar as nossas tantas deficiências.
Jamais assumirmos posição de juiz frente à prova de outrem. Muitas vezes a dor aparece como grande contributo das transformações perenes do espírito.
Julgam a dor na Terra como grande rival e inimiga da felicidade, essa é a observação de quem vê pela superfície, daqueles que não possuem a presciência na profundidade das questões libertadoras da dor.
Preocupemo-nos não em aquilatar a dor vizinha, mas de não ser o elemento causador da dor alheia, pois quem verdadeiramente sofre, não é aquele que vive o quadro real da dor, sofre legitimamente aquele que causa o sofrimento aos semelhantes.
No campo das tarefas cristãs, devemos apreender a trabalhar sem estardalhaço, sem notoriedade, trabalhar em silêncio, sem escolher tarefas de relevo que nos destaque.
Cuidemos do íntimo primeiramente, vigiando a postura interna para não assumirmos qualquer papel de importância a que tantos ludibriaram à jactância pessoal.
Insinua-se discretamente no seio dos trabalhadores do Cristo, essa falsa importância que as vozes ocultas teimam em repetir aos corações humanos, iludindo-os pelas vaidades pessoais.
Falsos servos da humildade fazem-se modestos, para ir galgando as posições de destaque que tanto anseiam nos seus desideratos de equívoco.
Mesmo sem sentir, querem sempre a voz de comando, querem estar no centro das atenções, politicamente envolvidos para sentirem-se engrandecidos pelas opiniões alheias.
Promovem os outros intentando granjear admiração em retorno, bajulam as pessoas certas aos seus objetivos de parecerem sempre mais do que realmente são no campo da verdade.
Arvoram-se projetando fantasiosas faculdades a própria personalidade para que o séqüito de admiradores cresça, contudo não percebem que estão dominados pela ânsia terrena de destaque.
O verdadeiro cristão não é aquele que quer se mostrar sempre favorecido pela razão. O verdadeiro cristão é aquele que sabe calar a própria razão, para não ferir o outro que não a possui.
O verdadeiro cristão não divulga os próprios feitos e seu trabalho se apresenta humilde, silencioso, mas com dedicação e repetitividade responsável.
Quando há alguma vertente da tarefa que não apreende, não hasteia bandeiras em terrenos desconhecidos, fazendo-se senhor daquilo que lhe é incógnita, verbalizando a esmo avaliações precipitadas. Procura ajuda e conselho.
Quando o serviço complicado aparece, encontramos os mais diversos comportamentos:
Encontramos os que têm o olho clínico para perceber falhas, apontar erros e criticar os defeitos, contudo não se entregam a disposição para colocar em prática às perfectibilidades que propagandam.
Há os que sempre apresentam falta de tempo, envolvidos com todo tipo de atribulações humanas, jamais podendo doar-se verdadeiramente a causa.
Outros não aderem ao convite, visto que a tarefa lhes parece bastante insignificante diante da própria estatura projetada.
Os ociosos e gozadores da vida se negam porque jamais podem abandonar a posição resfolgante que assumiram.
Logo, o serviço será exercido por aqueles que não recuam, mesmo ante as próprias imperfeições, mesmo atarefados, ocupadíssimos, sabem que não podem deixar as Tarefas de Jesus entregues a sorte, destarte abraçam-nas com zelo e carinho.
É assim que em silêncio, cumprem o dever que muitos renegaram, outros criticaram, alguns desprezaram, mas que verdadeiros voluntários não se apresentaram.
É triste observarmos que as salas mediúnicas estão cheias de trabalhadores superficiais, desse teor de impassibilidade, concerne à obviedade do vínculo semanal, não se apresentam como voluntários para nenhuma outra tarefa.
Deste modo, o verdadeiro trabalhador, antes de ser aquele que fala, mais do que aquele que manda, ou do que aquele que mostra, é aquele que faz.
É o voluntarioso que obra silenciosamente, desincumbindo-se da tarefa com amor, com dedicação, uma vez que, vê em qualquer serviço do bem, por mais minúsculo que lhe pareça, a observância da necessidade imprescindível daquela ocupação na elucidação e socorro das almas.
Infelizmente continuam a ser muitos os pastores, poucos os trabalhadores.

            
Alberto Fonseca
Mensagem psicografada na reunião mediúnica dos trabalhadores da FEIS

Fraternidade Espírita Irmã Scheilla em 01/07/2011 pelo médium Jorge Antônio


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