Mãe Amorosa
No derradeiro momento de testemunho a que veio dar prova,
tributando a humanidade um legado de humildade, amor e perdão, Jesus ouviu dos
lábios trêmulos de Maria, atônita em silenciosa e inexprimível dor, sentindo
ser estraçalhado seu coração piedoso e resignado de mãe, a aflição dolorosa que
lhe dominava a alma dando lugar aos questionamentos da mulher do mundo, que na
hora lastimosa quer estar convencida do porquê
do sofrimento cruel e injusto. – “Meu filho, meu amado filho!”. Ali diante de todos,
em hora de extremo suplício estava seu filho amado a sofrer injustamente.
No silêncio ingente da sua dor, sem se expressar em
palavras, Maria questionava ao Alto. Por quê? Por quê?
Jesus como que lhe ouvindo os rompantes gemidos, íntimos e lamentosos,
levantando o semblante em direção a Rosa que se despedaçava, rasgada pelos
espinhos insidiosos da perfídia humana, como que telepaticamente ligado às
agonias da mãe querida, desvelou-lhe o olhar cheio de ternura, encomendando-a
novo e renovador amor em continuidade do Seu. – “Mãe, aí está seu filho!”..., e
olhando para o querido discípulo ao lado dela, arrematou a ordem amorável que
traduziria a família Cristã séculos afora, – “Filho, aí está sua mãe!”.
Mesmo frente à dor superlativa da perda, vendo a Gema
preciosa da sua afetividade ser torturada, Maria em toda a sua sublimidade
santificante compreendeu os desejos do seu Filho Querido, que, ainda mesmo em
circunstancias de sofrimento absoluto imposto pelas bestas assassinas que não
sabiam a extensão do erro que cometiam, legou-nos a mais preciosa das lições.
Concatenando naquele momento com as Forças Celestes, expirando do vaso
corpóreo, Jesus instaurou na Terra o perdão maior, pedindo pelos algozes
esfaimados. Mal sabiam os transgressores que ali dava início a maior propagação
da Boa Nova e a perpetuidade do Evangelho do Cristo.
O Messias prometido tinha vindo, vivido entre eles,
sofrido, bebido do cálice amargo das ignomínias humanas e libertado a
civilização terrena da perpetuidade no erro, dando início a Era da emancipação
espiritual através do amor e do perdão.
Maria dando seguimento a sua missão de sublimidade, acompanhou
o filho humano, transformando-se na Mãe Querida de todos os cristãos
injustiçados, todos os agônicos e sofredores.
Em companhia de João, espírito manso e meigo, a Rosa Mística orquestrou
as mais lindas canções evangélicas ao
receber no lar de Éfeso milhares de almas sedentas pelas narrativas acerca da
maior Luz que caminhou na Terra. Aqueles rincões se encheram de claridade, a “Casa
da Santíssima”, como ficou conhecida a humilde morada da família edificada por
Jesus, deu início ao ministério de consolidação das pessoas unidas não por
laços do parentesco, mas pelos laços do amor imperecível.
A manjedoura humilde fora transladada em epopéia sem igual,
definindo a mulher Santa as gerações vindouras, a Mãe Querida e Amorosa, a Rosa
Perfumada, a Ave abençoada de Deus que se deixou possuir de valoroso esforço,
recebendo no ventre virginal e imaculado o Germe fecundo da Verdade.
Como Escrava da vontade do Alto, Pura sem jamais se deixar
conspurcar, Maria foi erguida de volta a Estrela fulgurante a qual pertence, e,
desde esse dia, quando as vozes abafadas dos sofredores não podem ser ouvidas,
seu colo de mãe piedosa os vem consolar, quando divisamos as dores férreas, os
choros convulsos, onde o desespero e o terror dos abismos escuros irrompem
mostrando onde se locupletam misantropos e espíritos desvalidos nos ódios
eternos, é porque Maria aparece com sua Caravana de Luz salpicando bênçãos e
socorro aos corações necessitados de Paz.
Mãe querida, quando as vozes todas, vindas de tantas
religiões e altares da Terra te louvam, perpetrando a tua Santa Imagem, ouvimos
o Coro dos Anjos juntamente a saldar-te o Coração compassivo e o Ventre amado.
Salve Rainha, Mãe Amorosa! Salve Maria Mãe Sublimada pelo
amor e devoção a todos nós, seus filhos ingratos da Terra!
Anastácia
Mensagem recebida ontem na reunião
mediúnica da

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