quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

OS MUITOS INIMIGOS


Os muitos inimigos

Assim como incansavelmente trabalham as equipes do bem, igualmente têm ocupações os espíritos descompromissados com a verdade, esforçando-se e empregando diligência nas suas tarefas maliciosas.
Tenazmente eles incidem-se por entre os pensamentos humanos, bombardeando sem descanso as mentes encarnadas que permitam essa sintonia danosa.
Excepcionalmente muitos dos crimes testemunhados na esfera física, antes foram arquitetados no invisível em primeiríssima mão. Essas pobres criaturas comandadas unicamente pelos sentimentos imediatos do ódio e do desejo de vingança, além de possuírem uma ótica cinzenta e perturbada da realidade, são profundamente ligados a forças sombrias, que se servem deles do mesmo modo como eles usam os encarnados para consolidar seus planos nefandos.
Como a grande população que cerca a atmosfera terrestre é compatível com essa energia expiatória, coexistindo dentro dela, os homens deveriam melhor aperceber-se dessa influenciação, aprendendo a melhor lidar com essa dominação repetitiva e intermitente.
Para distanciar-se desse conluio prejudicial o individuo necessita primeiro galgar novos padrões vibratórios, assaz elevados, escapando assim dessa influenciação perigosa que superabunda as faixas mais baixas.
Tivesse a criatura o costume de discernir, melhor avaliando seus próprios pensamentos, e já não seria alvo tão fácil e dominado pelas investidas da ignorância e das trevas.
Da mesmíssima forma que um motor automotivo não funciona sem a ignição da mistura do combustível para gerar o movimento, as investidas dos adversários da paz e do equilíbrio também não funcionariam gerando tantos transtornos e enganos, caso o homem parasse de alimentar seu íntimo com tanta coisa “inflamável” e inútil.
Em suas tricas e futricas do dia-a-dia, podemos notar as farpas que queimam a roldão junto aos homens, trazendo à tona os mais diversos sentimentos rasteiros, propiciadores dessa simbiose vulgar e interminável entre vivos e “mortos”.
Seja na raiva que brota através de pequenas discussões sem real fundamento. Seja no orgulho, esse senhoril da humanidade, que instiga os mais deploráveis comportamentos e apegos. Seja no veneno da mágoa, que gota a gota vai enchendo os corações do fel amargo do desgosto, até que transborde no pus infecto do ódio.
São esses sentimentos quase imperceptíveis da inveja, que nascem dos vários níveis discordantes no ser. São as expressões chulas e os xingamentos que atacam as cordas vocais nos momentos de cólera. É o olhar tendencioso e cheio de desejos irrefreáveis. É a mendacidade que inventa realidades ilusórias, disfarçando o encontro real com o eu. É o julgamento precipitado e constante nas mentes atribuladas com os próprios atavismos e rigorismo.
São esses e tantos outros os acepipes iniciais para o tempero propiciador das associações duráveis e constantes, em diversos níveis de influenciação, período a período, desde a sutil ação, até a subjugação que promove todo tipo de loucura, fixações e comportamentos doentios junto à sociedade terrena.
Quanto aos médiuns, preparados diariamente nesse terreno movediço que é o do intercâmbio entre os dois mundos, espera-se deles, pela experiência prática e de rotina, que saibam melhor reconhecer quando a sua própria casa mental está sob ataque das forças ocultas. Espera-se dele então, que tenha autoanálise e senso moral para melhor identificar as investidas adversárias, sem deixar-se sucumbir a elas, já que, deve ser um indivíduo municiado de conhecimentos sobre os tentames e atuação das sombras, devendo por costume dos exemplos recebidos no laboratório prático e semanal da sala mediúnica, poder melhor identificar e defender-se quando sob a influenciação perniciosa.
As suas armas efetivas serão sempre: a humildade, para aceitar sua situação de refém nos pensamentos que não lhe pertence, reconhecendo assim sua necessidade de pedir auxílio aos companheiros; sua vigilância intima constante; e o escudo da prece, devendo a Casa estar atenta para o socorro imediato de todo aquele que venha a necessitar do amparo, disponibilizando para ele o tratamento adequado.
Que ninguém se envergonhe de estar vivendo uma imposição semelhante. Isso é na verdade uma grande lição. E olha, meus caros, quase todos os trabalhadores junto a Doutrina, hora ou outra se verão como em uma emboscada, num labirinto de introspecções não salutares e confusas, que tendem a levá-los ao desequilíbrio momentâneo, já que lidam com os mais variáveis e vingativos espíritos, inimigos do amor e da caridade, adversários ferrenhos do bem.
Cabe a cada um policiar-se para que não se estacione nessas faixas problemáticas por longo período, melhor percebendo, seja qual for sua posição junto à instituição que serve, se não está contaminado por influenciações lesivas a si mesmo e aos companheiros. Sua responsabilidade paira sobre isso para refrear-se, evitando as manifestações inconvenientes.
Que todos clamem por socorro quando chegar seu momento de descontrole e provação. Que assim façam com humildade e fé, reconquistando o equilíbrio e o discernimento desimpedido que permite os trabalhos na estabilidade mental e emocional da moderação e da prudência, no autodomínio de todas as faculdades do ser.        

     
       
Alberto Fonseca

Mensagem psicografada na reunião mediúnica da Fraternidade Espírita Irmã Scheilla em 06/09/2011 pelo médium Jorge Antonio

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