Os muitos inimigos
Assim
como incansavelmente trabalham as equipes do bem, igualmente têm ocupações os
espíritos descompromissados com a verdade, esforçando-se e empregando diligência
nas suas tarefas maliciosas.
Tenazmente
eles incidem-se por entre os pensamentos humanos, bombardeando sem descanso as
mentes encarnadas que permitam essa sintonia danosa.
Excepcionalmente
muitos dos crimes testemunhados na esfera física, antes foram arquitetados no
invisível em primeiríssima mão. Essas pobres criaturas comandadas unicamente
pelos sentimentos imediatos do ódio e do desejo de vingança, além de possuírem
uma ótica cinzenta e perturbada da realidade, são profundamente ligados a
forças sombrias, que se servem deles do mesmo modo como eles usam os encarnados
para consolidar seus planos nefandos.
Como
a grande população que cerca a atmosfera terrestre é compatível com essa
energia expiatória, coexistindo dentro dela, os homens deveriam melhor
aperceber-se dessa influenciação, aprendendo a melhor lidar com essa dominação
repetitiva e intermitente.
Para
distanciar-se desse conluio prejudicial o individuo necessita primeiro galgar
novos padrões vibratórios, assaz elevados, escapando assim dessa influenciação
perigosa que superabunda as faixas mais baixas.
Tivesse
a criatura o costume de discernir, melhor avaliando seus próprios pensamentos,
e já não seria alvo tão fácil e dominado pelas investidas da ignorância e das
trevas.
Da
mesmíssima forma que um motor automotivo não funciona sem a ignição da mistura
do combustível para gerar o movimento, as investidas dos adversários da paz e
do equilíbrio também não funcionariam gerando tantos transtornos e enganos,
caso o homem parasse de alimentar seu íntimo com tanta coisa “inflamável” e
inútil.
Em
suas tricas e futricas do dia-a-dia, podemos notar as farpas que queimam a
roldão junto aos homens, trazendo à tona os mais diversos sentimentos
rasteiros, propiciadores dessa simbiose vulgar e interminável entre vivos e
“mortos”.
Seja
na raiva que brota através de pequenas discussões sem real fundamento. Seja no
orgulho, esse senhoril da humanidade, que instiga os mais deploráveis
comportamentos e apegos. Seja no veneno da mágoa, que gota a gota vai enchendo
os corações do fel amargo do desgosto, até que transborde no pus infecto do ódio.
São
esses sentimentos quase imperceptíveis da inveja, que nascem dos vários níveis
discordantes no ser. São as expressões chulas e os xingamentos que atacam as
cordas vocais nos momentos de cólera. É o olhar tendencioso e cheio de desejos
irrefreáveis. É a mendacidade que inventa realidades ilusórias, disfarçando o
encontro real com o eu. É o julgamento precipitado e constante nas mentes
atribuladas com os próprios atavismos e rigorismo.
São
esses e tantos outros os acepipes iniciais para o tempero propiciador das
associações duráveis e constantes, em diversos níveis de influenciação, período
a período, desde a sutil ação, até a subjugação que promove todo tipo de
loucura, fixações e comportamentos doentios junto à sociedade terrena.
Quanto
aos médiuns, preparados diariamente nesse terreno movediço que é o do intercâmbio
entre os dois mundos, espera-se deles, pela experiência prática e de rotina,
que saibam melhor reconhecer quando a sua própria casa mental está sob ataque
das forças ocultas. Espera-se dele então, que tenha autoanálise e senso moral
para melhor identificar as investidas adversárias, sem deixar-se sucumbir a
elas, já que, deve ser um indivíduo municiado de conhecimentos sobre os
tentames e atuação das sombras, devendo por costume dos exemplos recebidos no
laboratório prático e semanal da sala mediúnica, poder melhor identificar e
defender-se quando sob a influenciação perniciosa.
As
suas armas efetivas serão sempre: a humildade, para aceitar sua situação de
refém nos pensamentos que não lhe pertence, reconhecendo assim sua necessidade
de pedir auxílio aos companheiros; sua vigilância intima constante; e o escudo
da prece, devendo a Casa estar atenta para o socorro imediato de todo aquele
que venha a necessitar do amparo, disponibilizando para ele o tratamento adequado.
Que
ninguém se envergonhe de estar vivendo uma imposição semelhante. Isso é na
verdade uma grande lição. E olha, meus caros, quase todos os trabalhadores
junto a Doutrina, hora ou outra se verão como em uma emboscada, num labirinto
de introspecções não salutares e confusas, que tendem a levá-los ao desequilíbrio
momentâneo, já que lidam com os mais variáveis e vingativos espíritos, inimigos
do amor e da caridade, adversários ferrenhos do bem.
Cabe
a cada um policiar-se para que não se estacione nessas faixas problemáticas por
longo período, melhor percebendo, seja qual for sua posição junto à instituição
que serve, se não está contaminado por influenciações lesivas a si mesmo e aos
companheiros. Sua responsabilidade paira sobre isso para refrear-se,
evitando as manifestações inconvenientes.
Que
todos clamem por socorro quando chegar seu momento de descontrole e provação.
Que assim façam com humildade e fé, reconquistando o equilíbrio e o
discernimento desimpedido que permite os trabalhos na
estabilidade mental e emocional da moderação e da prudência, no autodomínio de
todas as faculdades do ser.
Alberto Fonseca
Mensagem
psicografada na reunião mediúnica da Fraternidade Espírita Irmã Scheilla em
06/09/2011 pelo médium Jorge Antonio
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