Em busca da Felicidade
Vezes sem
conta orações chegam ao Alto, vindas de toda parte. Os pedidos a Divindade são
inúmeros, distintos. Os desejos são os mais variados, muitos anseios e
ambições, mas, no final, quando as expressões são comprimidas num único e comum
desígnio, o verdadeiro escopo é a felicidade.
Todos a
querem. Ela é perseguida por toda a gente, mesmo que sem sentir, ela é o fanal
da vida.
Não há quem
não deseje ser feliz. A felicidade é a conquista extrema perseguida por todas
as criaturas.
Mesmo os
desequilibrados, os avaros, os amantes do grotesco, os bárbaros e seviciadores,
ocultamente em seu íntimo, ainda que vivendo para suas alienações e
amoralidade, todos buscam a felicidade, já que ela, a felicidade, é a última
fronteira onde repousa o desejo.
Destarte ela
seja buscada, mas nos lugares errados. O homem persegue-a na riqueza, nas
conquistas do poder, na projeção da fama, na sensualidade e no sexo, na beleza
e no sucesso pessoal, contudo, depois de arquivadas essas conquistas, surpreende-se
com o vazio e constata que conseguiu somente a alegria passageira dos instantes
fugazes, embebida pela ilusão. Embriagados pela fantasia do momento,
descobrem-se tardiamente esgotados e infelizes.
Raras foram as
almas que na Terra encontraram o raio duradouro da felicidade. Na verdade,
todos os que a buscaram no exterior não conseguiram encontrá-la. Conquanto
àqueles que a decifraram no íntimo, através do amor e da paz de espírito,
andaram de mãos dadas com ela, em consorcio perene, ainda que tendo de
atravessar o terreno acidentado da vida carnal.
Felicidade és
a dama perseguida, descoberta somente pelos simples e cheios de amor, que vivem
e viveram suas vidas exemplificando a fraternidade. Por isso poucos a
encontram.
Francisco de
Assis mesmo sem possuir bens, vivendo no ermo, numa época reprimida pela força
e pela dominação da igreja, encontrou-a através da bondade, entre os mendigos e
miseráveis que amparou.
Tereza D’Ávila
mesmo diante de um sacerdócio rigoroso e da clausura de um convento, encontrou-a
na amorosidade distribuída aos doentes, seus assistidos.
Paulo de Tarso
padecendo da incompreensão dos companheiros e perseguido, encontrou-a na tarefa
da divulgação da Boa Nova, preenchendo sua alma integralmente pelo voto de
servir a boa causa.
Dulce mesmo
diante da fragilidade do seu corpo, encontrou-a na força da dedicação aos menos
favorecidos e no sorriso dos rejeitados, consagrando com ela sua grande obra
social de amor.
Gandhi, diante
da possibilidade da guerra e da tirania, encontrou-a no princípio da
não-agressão, na mensagem pacifista de amor endereçada aos inimigos da pátria.
E Jesus,
mostrou-a na ventura integral, em todos os Seus gestos, palavras e exemplos,
decodificando-a para os homens através do amor e da caridade, sinalizando a
todas as gerações o único e verdadeiro caminho até a Felicidade.
Anastácia

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