quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

NAS GRAÇAS DO PERDÃO



Nas graças do perdão

Quando chegamos no mundo espiritual nossas resoluções se retificam, endireitam-se nossos anseios e nossa ótica assume novo foco. Quando repousa no coração o desejo de prestar auxílio aos semelhantes, os trabalhos desdobram-se à nossa frente e destituídos dos empecilhos impostos pelo vaso físico, bem mais leves, damos asas a verdadeira proposta dos aprendizados no amplo território da doação.
O Brasil revela uma longa história de exploração e subjugação dos indivíduos fragilizados, demonstrando efeitos desastrosos e de longa duração que continua palpitando. Por isso, um grande exército de espíritos bem intencionados, que também carregam consigo cicatrizes profundas, manchas escuras, alimentadas pelo ódio e pela revolta dessa acumulação primitiva que por séculos dominou os rincões do nosso país, herança das atitudes do velho mundo, foram designados para trabalharem no objetivo de libertar essas almas dos cativeiros a que ainda estão presas.     
Nas nossas memórias intensas, não obstante a reeducação dos nossos espíritos nos aprendizados sublimes do perdão, ficaram os registros dessa barbárie que fez incidir trevas densas nos corações humanos.
A escravidão, no que diz respeito as pessoas exploradas, foi de uma violência irreparável, que perdura, motivando vinganças e aversões ferrenhas e difíceis de resolver.  
Através dos anais da história conhecemos a crueldade, impiedade e sofismas da criatura humana, que por tantas eras alargou a sua capacidade de torturar e explorar seu semelhante com requintes de sevícia e horror.
Portanto, nos enternece sobremaneira os encontros com esses grupos de almas ainda prisioneiras dos ódios gerados a época da escravidão. Difícil para o homem civilizado aceitar a existência da exploração humana a benefício do lucro de uma minoria, tal qual foi rendido junto aos cativeiros do Brasil, onde o chicote zunia numa sucessão louca de castigos frequentes, sendo o homem negro tratado como bicho, amontoados em barracões escuros e fétidos, acorrentados para não fugirem e sem direito a reclamar de nada.
É até compreensível como o ódio e o desejo de vingança nascidos nessa triste realidade, consiga estacionar um ser por séculos, enrijecendo todas as suas capacidades de entendimento, sequestrando qualquer sentimento de paz e perdão do seu coração.
Os vínculos dessa energia odiosa entre as vítimas e seus algozes são tão profundos que perpetuam-se vida após vida, necessitando as vezes de muitas reencarnações para que seja historiado o capítulo do perdão nas páginas das suas existências.
Nos registros mnemônicos, por onde podemos observar nitidamente as agruras das senzalas, as criaturas eram tratadas com tamanha selvageria que podemos entender muito bem como nasceram esses ódios ferrenhos, a ponto de vermos o homem assumir o papel da besta, espumando raiva e eclodindo as cóleras da escuridão em todos os seus gestos e pensamentos.
As noites quentes dos sertões nordestinos e o luar sereno do centro-oeste brasileiro foram testemunhas dos martírios impossíveis de serem traduzidos por palavras. Nos engenhos os escravos trabalhavam de sol a sol nos canaviais, mais tarde, nas minas de ouro, assim como testemunhamos também a escravidão nos seringais, banhando o solo pacífico das terras sul-americanas com o sangue dos negros, crioulos e explorados pela cobiça, sem recursos e sem a devida proteção das leis humanas.
Só Deus sabe quantas vidas marcadas pelos ensinamentos da escravidão, que a ferro e fogo esculpiu no coração do homem soberbo, na figura rebaixada do escravo, a disciplina da humildade.
Infelizmente foram essas as avenidas escolhidas pelo homem para auferir as lições necessárias ao seu aprimoramento, preferindo quase sempre as ruas da dor e do sofrimento em detrimento das alamedas guarnecidas pelo amor.
Aaa... os embates que se deram depois que o sopro da vida física extinguiu-se, trocando a ordem das personagens. A Casa Grande que vivia na opulência, no fastio dos dias e no regalo dos desejos animalizados, assumia para si as intempestivas dores, semelhantes as do madeiro de torturas. Os sinhôzinhos e as sinhâzinhas já não davam mais ordens, agora rastejavam em fuga, sedentos, em busca de apenas molhar os lábios diante das chamas implacáveis da perseguição, ulcerados por uma vida de desmando e selvajarias.
Os pobres escravos que aceitaram seu quinhão de dor e aprenderam diante da dura prova do homem cativo, acordaram na pátria espiritual alforriados das suas faltas de outrora, desejosos em modificar o panorama intangível das vidas pregressas. No entanto, aqueles que preferiram juntar-se aos exércitos dos rancorosos e vingadores ainda perambulam nas crateras escuras da expiação, onde o ódio pulsa duradouro, dirigindo os pensamentos da vindicta cruel.
Enquanto isso persiste, nós, os trabalhadores do Amor, temos que nos municiar de entendimento, tolerância e palavras doutrinantes, direcionando nossas ações e forças a libertar os ainda escravos.
Cada criatura socorrida, liberta pelo perdão, é uma vitória maravilhosa, comemorada no imo dos nossos espíritos.
As salas mediúnicas, oposto as senzalas recintos de aflição e sofrimento, são como clareiras iluminadas acudindo e resgatando tantos irmãos, ajudando a desfazer os nós do ódio e a rescindir os desejos de vingança, fazendo nascer a esperança e nova fé nos corações.
Libertemos também a nossa mente da escravidão. Que sejamos livres de toda e qualquer algema, sublimados sempre pelas graças do perdão. 
               
Anastácia

Mensagem psicografada na reunião mediúnica da FEIS pelo médium Jorge Antônio, no dia 21 de janeiro de 2013

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A PORTA DE SAÍDA DO LABIRINTO


A porta de saída do labirinto

A consciência sobrecarregada da criatura humana confirma uma certa imaturidade psicológica, o ser vive aturdido e cheio de coisas no seu interior, prossegue quase que sedado em relação as próprias imperfeições, ou, reconhecendo-as através de repetitivas apreciações dos acontecimentos, desperta enfim desnudando as neuroses, os vícios e condicionamentos da própria personalidade.
O número daqueles que não conseguem aceitar-se exatamente como são é enorme, gerando no íntimo todo tipo de distúrbios e remorsos, para logo mais entregarem-nos a um arrependimento improdutivo.
Um grande grupo de pessoas se permite levar por comportamentos descontrolados, fazendo as coisas sem a devida reflexão, usando de diversos meios e subterfúgios para adiar o encontro com o “eu”, seja no alcoolismo, seja por meio das drogas e dos barbitúricos, ou até mesmo, pela despersonalização no uso de máscaras sociais com que disfarçam o “ser inaceitável” que convive no íntimo.
Quando se vive no rompante das ocasiões e anseios, vive-se atordoado. E atordoado todo homem se considera fraco. Não desenvolvendo esforços para fortalecer a alma, tende a buscar os meios de fuga. Todavia essas rotas de fuga são distorções da realidade projetando ilusões depressoras, escravizando e minando as potencialidades do ser, para mais tarde, desenvolver a consciência culpada, atingindo a profundeza do mundo íntimo da criatura na condição de um autêntico flagelo.
É necessário alforriar o homem desse sentimento castrador e desmotivador chamado culpa.  Os processos que a culpa engendra no profundo do ser são sempre intricados labirintos, difíceis de localizar a porta de saída para a libertação.  
De energia assaz rasteira, a culpa coexiste incessantemente com as acusações da própria consciência, deformando não só as formas-pensamentos, mas carregando consigo tanta força embrionária a ponto de promover alterações perispirituais desastrosas, assinalando enormes deformidades no ser.
Devemos entender que o erro faz parte de todo processo de aprendizagem, esclarecendo e aperfeiçoando, já que, é através dele que se recolhem experiências transatas de importante poder transformador para o espírito.
A consciência profunda registra com acurada capacidade os erros e tem a qualidade de tempo ilimitado, sem a necessidade portanto da criatura flagelar-se nos distúrbios intempestivos da culpa. O próprio Universo, através de leis justas e harmônicas, haverá de colocar o ser frente a frente com os próprios deslizes do ontem, para que, já mais amadurecido pelas experimentações das vidas, possa dar início a novos procedimentos libertando o íntimo das algemas do remorso e da culpa.
A maneira como alguém lida com os próprios erros e com o sentimento de culpa de forma atormentadora, é um forte indício de repetição dos mesmos erros do passado. Embora existam criaturas que vivam atormentadas pelo sentimento da culpa, mesmo sem terem cometido quaisquer deslizes na conduta atual. Provavelmente são reminiscências do ontem, que mesmo o esquecimento da reencarnação não foi capaz de aplacar totalmente. Essas pessoas sofreram tanto espiritualmente por causa do remorso e da culpa que vivem na expectativa de coisas ruins acontecerem, vivem seus dramas a espera de alguma nova tragédia.
Nem mesmo os melhores Terapeutas do mundo espiritual podem libertar as mentes prisioneiras nos intricados processos acusatórios da culpa, que cerra esses espíritos em casulos mui delicados e difíceis de equilibrar.
É necessário entender que o passado de erros em nada molesta ou envergonha os Espíritos Superiores, apenas assinalam o progresso através da iluminação própria. E assim haverá de ser com cada criatura pois a evolução é um carecer irrevogável. 
Assim, nesse movimento de renovação que toma corpo a cada Novo Ano, uma das grandes resoluções da criatura humana deverá ser a de aceitar-se mais, perdoando a si mesmo, admitindo suas defecções e erros, porém motivado a corrigir-se sem culpas, propondo-se a contínuos exercícios de virtude, com momentos de silêncio e paz para um diálogo sincero com o íntimo. Usando e abusando da grande arma da consciência, aprendendo a melhor ouvi-la e reformando-se de dentro para o exterior de luz que aguarda a todos nós. Sem culpas ou remorsos impeditivos do progresso.
Que o ano então nos traga bastante motivação para trabalharmos os defeitos e as imperfeições inerentes ao prisioneiro da carne, sem que nos tape a visão do Anjo que dorme aguardando no imo.

Alfredo Dantas

Mensagem psicografada na reunião mediúnica da FEIS pelo médium Jorge Antônio, no dia 07 de janeiro de 2013

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O APERTO DA TRISTEZA NO CORAÇÃO


O aperto da tristeza no coração

As ligações que nos mantêm associados a certas mentes, como prisioneiros na verdade, tornam-nos susceptível em não perceber a inerente realidade que se desenvolve em torno de nós, o suficiente para passarmos de protagonistas a coadjuvantes dos acontecimentos da própria vida.
Quando por alguma razão não estamos conscientes dos processos que nos restringe a liberdade construtiva dos próprios passos, seremos levados na correnteza das emoções, guiados por aqueles que, por alguma razão, guardam animosidades e intentam prejudicar-nos.
Cada um de nós carrega o clima espiritual que lhe é próprio através das elucubrações da mente.  Daí a importância dos pensamentos que acolhes e das impressões sobre a vida que distribuas, pois cedo ou tarde teus pensamentos determinarão a tua verdade e tuas comoções lhe trarão o que tanto repercutes internamente.
Ser senhor de si de forma proveitosa, sem prejudicar-se, é deveras laborioso. Quando o ser está imerso num mar de vibrações descontroladas, que tendem a arrastá-lo, a descontento mesmo, para as regiões ensombradas, ele começa a ver a vida por uma ótica deturpada.
O número de pessoas prostradas é enorme. Alarmante! Processam-se sob fortes sugestões de forma consciente ou não, desencantos, quedas, pesar e depressões.
Muitas almas estão em choque com esse mundo em que vivem, estacionadas em condição de desgosto, debilitadas mesmo para o esforço mínimo de apenas agarrar-se a bóia salva-vidas e serem puxadas a segurança de um bote.
Precisamos tentar derrubar esses muros erguidos diante dos que assim sofrem, impedindo-os de verem logo mais a frente o campo verde das oportunidades que floresce para todos indistintamente, auxiliando a construir neles o sustentáculo da fé, em processo de transmudação que seja, trazendo de nós e das nossas experiências, entre sofrimentos e aprendizados, a força que haverá de levantar os caídos e os que se deixaram abater e dominar.
O que faremos para salvar a tantos tão próximos do afogamento? Recordar que fomos engajados nas fileiras do bem para compreender e amparar, abençoar, trabalhar e servir, sem escolher hora para tal, todo tempo é tempo extraordinário para fazermos a diferença na vida do outro.
A tristeza é uma dama astuta, que veste o negro e irrompe nas vidas alheias com arguciosa cautela, primeiramente lânguida, desfalecida, parece um sopro gostoso da melancolia. Bastante maleável, entra e sai mostrando-se bem popular, até que, já bastante aceita pelo anfitrião, toma-lhe de supetão as diretrizes da casa, e, como uma governanta má, dita as regras da convivência e mesmo da higiene mental, fazendo-se legatária dos tempos insustentáveis.
Infelizmente poucas almas conseguem reconhecer de imediato as suas armadilhas e logram fugir dos seus ardis. As que encontram forças para vencê-la, desvencilhando-se do seu abraço frio e mórbido, têm por compromisso ensinar as demais os caminhos de encontro a liberdade, pois, invariavelmente, são muitos os que se deixam levar na montanha russa de emoções que ela desencadeia gerando todo tipo de desequilíbrio e fraquezas.
Faltam a esses o entendimento de que a vida humana é feita, irrevogavelmente, de altos e baixos e que, devemos estar preparados para viver os dias de sol sem presunção, bem como, os dias ensombrados sem hospedarmos a tristeza no coração.
A falta de fé meus caros, faz com que as peças vitais no tabuleiro fiquem sempre desguarnecidas de proteção, propicias a serem atacadas em xeque. Até que um dia alguém chega e arremata a partida por não haver mais defesa possível ao xeque-mate, no ato consumado pelo suicídio.
O otimismo faz com que pessoas distintas vivam os mesmos quadros de vida e os processem de forma positiva, entendendo que haverá dias para sorrir e outros que iremos chorar, mas invariavelmente tudo passa.
Nós que nos preparamos através dos conhecimentos libertadores que recebemos continuamente, temos por obrigação e dever caritativo, nos apiedar dos nossos irmãos abatidos pelas dores sufocantes da depressão.
Estejamos determinados a lançar as sementes que hão de germinar nesses chãos abandonados, onde medram as sarças e plantas rasteiras, auxiliando continuamente na limpeza do solo mental para que a semente não seja sufocada e possa germinar livre.
Uma conversa sadia, uma orientação com carinho, uma demonstração de apreço e de entendimento a dor alheia, um abraço amigo, uma frase de alento, um tempo para escutar com paciência o desabafo de outrem, fazem milagres inestimáveis que podem remediar muitas dores e dar início ao processo de soerguimento de uma alma abatida.
Da mesma forma que, uma palavra ríspida, uma fração de egoísmo olvidando as dores latentes de quem sofre, uma negação qualquer de socorro àqueles que rogam por amparo, são como uma mão que não segura no exato momento que o outro esperava que alguém o agarrasse antes da queda no abismo.
Tenhamos atenção, pois o que realmente nos importa nessa vida é o outro, dela não levaremos nada a não ser o bem que motivarmos e o amor que oferecermos aos nossos semelhantes.
Sejamos mais criteriosos e cuidadosos na assistência em referencia a dor alheia, principalmente quando essa dor esfacela o peito e comprime a mente, acinzentando e torturando a existência de nossos irmãos.
Vamos juntos vencer essas barreiras que nos impedem o genuíno amor fraterno e deixemos que nossas mãos, como uma extensão do nosso coração, sejam ferramentas que curem e tragam esperanças.
Anastácia

Mensagem psicografada na reunião mediúnica da FEIS no dia 03 de dezembro de 2013 pelo médium Jorge Antônio

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UM JOVEM APAIXONADO POR HITLER (leia para entender)

Um dos maiores absurdos da humanidade


Um Jovem apaixonado por Hitler

Milhares de pessoas mostram-se chocadas, assombradas mesmo como o povo alemão deixou-se fascinar pela figura de Hitler e os devaneios do Nazismo.
Eu confesso, fui um deles, e, gostaria de explicar como atingi esse fascínio, o mesmo que cegou milhares de pessoas.
A Alemanha depois da primeira guerra enfrentava o pior período econômico da sua história. Rechaçada no seu orgulho como pátria, enfrentava inúmeras dificuldade de crescimento, sendo obrigada a pagar dívidas de guerra as outras nações. Foi-lhe imputado inúmeras sanções econômicas que impediam seu crescimento e levava o povo ao desespero. Os alemães estava envergonhados, oprimidos pelas medidas econômicas repressivas, os empregos eram escassos. A realidade dura das ruas contribuía para as novas políticas radicais, muitos já apoiavam o comunismo e o nazismo começou a ganhar força exatamente quando Hitler apareceu nesse momento de fragilidade, apresentando novo ânimo a nação germânica, prometendo restaurar a auto-estima alemã.
O partido Nazista apresentou-se a sociedade como o salvador da pátria arruinada, aquele que lutaria contra os inimigos que queriam destruir a integridade alemã, descrito inicialmente como um partido nacionalista de direita, que combateria as atrocidades já propagadas pelo Bolchevismo e pelo capital financeiro manipulado pelos judeus. 
Precisamos nesse momento reconhecer a força da propaganda, notadamente a poderosa e enganosa propaganda psicológica nazista, que contribuiu para formar mentalidades na direção planejada. Ontem como hoje ela cria escravos e conduz opiniões formando massas que piamente acreditam naquilo que lhes é divulgado, de forma bem tencionada na difusão de ideias, transformando-as em algo que se alastra e atesta a ingenuidade pública.
Foi assim que o nazismo tomou de sobressalto a nação, fazendo de crianças, jovens, adultos e velhos, verdadeiros adoradores daquele que representava o vigor alemão, o retorno a opulência e ao respeito das nações européias, o “salvador da Alemanha decaída”, Hitler!
Muito bem orquestrada, servindo-se de golpes e articulações políticas bandidas, que sempre imperam nos arcabouços da gerência das nações, a propaganda nazista foi uma verdadeira lavagem cerebral. Por meio de impressos muito bem redigidos, por programas de rádio persuasivos, repetitivos em conclamar os jovens a unirem-se aos idealismos do partido, através de filmes inteligentemente editados mostrando o poderio alemão e a necessidade de maior segurança da nação e, principalmente, pela figura apoteótica do “Fuhrer”. Hitler se mostrou um orador capaz de arrebatar as massas, sabia como ninguém manter as mentes presas às suas “mensagens de comando”, fascinando a todos. Usava de uma teatralidade sem igual, seus gestos deslumbravam a todos, impunha vigor e autoridade na voz, ao mesmo tempo que demonstrava um amor nacionalista jamais visto por qualquer outro líder, gritando por uma Alemanha livre, superior e pura. 
A farsa anti-semita foi uma forma de propagar o ódio àqueles que tinham o domínio financeiro da época e assim financiar a ascensão do próprio partido nazista, pelo meio da espoliação dos bens dos judeus ricos, considerados por Hitler avaros e maior responsáveis pela crise econômica alemã. Depois disso o partido cresceu e fortificou-se monetariamente.
Assim a velha Alemanha viu-se entre a realidade eminente do comunismo e as vertentes do capitalismo inseguro, projetada nas feições dos judeus alemães e poloneses, descobrindo no nazismo bem propagandeado o que parecia a liberdade econômica e progressista, fatalmente levando ao fanatismo da nação.
Ainda criança em Nuremberg (cidade Alemã) recebia de meu pai as histórias acerca de Hitler, que nos era apresentado como um verdadeiro messias, um novo rei que chegara para salvar a Alemanha e instituir a raça nórdico-ariana como a mais nobre e inteligente do globo. Alguém que patrocinaria a cultura e a educação do nosso povo.
E o que as mentes jovens como a nossa poderiam fazer diante dessa propaganda glamorosa, que vinha não só das ruas, mas do próprio seio familiar?
As atrocidades praticadas pelo nazismo e pela policia especial de Hitler, a SS, não eram divulgadas ao povo alemão, aliás, eram muito bem camufladas e proibidos quaisquer comentários acerca disso. Para nós só nos mostravam o lado bom, uma nova Alemanha que progredia sem os problemas financeiros de outrora. Na verdade o nazismo com sua forma alegórica, cheio de símbolos, rico e fascinante nos parecia a nova Roma e Hitler, um novo César, ao qual todos nós deveríamos reverenciar e amar.
Ainda lembro do primeiro comício que fui assistir com a minha família. E devo descrever alguns detalhes desse dia para que todos reconheçam a força imagética daquele momento na história. O povo alemão reuniu-se ao milhares. Todos vestiam as suas melhores roupas, como atendessem a uma festa de gala. As ruas estavam milimetricamente decoradas com os símbolos nazistas de forma imponente. No alto dos prédios víamos flâmular as bandeiras enormes com a suástica. Tudo impecavelmente ornamentado, parecia uma festa organizada para um rei. A guarda desfilava imaculável, os uniformes tão bem aplicados. Para nós jovens pareciam as vestimentas dos super-heróis. Quem naquele momento não desejaria ser um oficial do exercito de Hitler, com todo aquele garbo e supremacia? Para nós moços essa era a fantasia e discutíamos sobre tal e tal façanhas que empreenderíamos. Eles marchavam em concorde, numa harmonia sem igual, parecia um balé sem erros de compasso. Tudo era grandioso, descomunal, majestoso e muito bem orquestrado.  
Por horas a multidão aguardava impaciente o momento para ver e ouvir o seu “Fuhrer”, o nosso salvador. Assim nos foi imanado. Nunca jamais eu tinha visto uma festa naquelas proporções, era um arrebatamento sem igual. E o carisma dele, de Hitler, foi algo inexprimível, tão contagiante que não posso esquecer.
Lembro quando a polícia da SS entrou na avenida escoltando-o, a manifestação popular foi enorme.  O carro negro e imponente de Hitler parou na frente do palanque. Vimos os oficiais saírem e abrirem um corredor lado a lado. Na frente, sozinho, caminhou Hitler ovacionado pelo povo. As pessoas enlouquecidas queriam vê-lo e reverenciá-lo. Todos colocaram as mãos para cima e gritavam “Heil Hitler”, “Heil Hitler”, numa única e ensurdecedora voz.
Quando ele levantou a mão, o silêncio se fez. Ao abrir a boca eu soube que estava ali o meu chefe, o guia da Alemanha, o nosso rei.
II
  Pronto mostrei-lhes o lado da fascinação e do engano desse lamentável episódio da nossa história, que levou o povo alemão a cegueira e ao deslumbramento apoiado por muitas mentiras e fantasias de grandeza. Não posso dizer que não compactuamos de certa maneira com a loucuras do nazismo, mas foi a ingenuidade na verdade que ludibriou a muitos, como no meu caso propriamente.
Mesmo quando soube das atrocidades dos campos de concentração, dos genocídios que aconteciam em “Auschwitz”, das atrocidades e barbaridades do exército a comando de Hitler, eu não pude crer. Inicialmente acreditávamos tratar-se de uma propaganda inimiga enganosa. Até mesmo quando vazaram as fotos jornalísticas neguei-me a acreditar. Muitos diziam que eram montagens patrocinadas pelos russos e britânicos. Porém a verdade não pode ficar oculta por muito tempo. Logo mostrou-se patente o domínio da maldade e o declínio do gênio louco de Hitler.
Sofri muito com a minha ingenuidade e estupidez. Pouco  a pouco fui entendendo que o meu herói da infância não passava do monstro da juventude. Nessa mesma Alemanha fascinada pelo poder e glória do nazismo, viviam muitas almas boas e simples, que não cederam as iniquidades do Nazismo. Hitler na verdade não enganou e destruiu outras nações com seu totalitarismo desvairado, ele igualmente destruiu o povo e a honra dos alemães pacíficos.
Desencarnei vitimado por um bombardeio Inglês que atingiu nossa casa e vizinhança. Hoje olho o presente ligando-o ao passado recente. Quantas nações por aí controladas por impostores que a propaganda fazem parecer homens de bem.
Mas uma pergunta fica no ar, onde estão os “guerreiros” alemães e os judeus violentados? Muitos dos que sofreram as perseguições e horrores do holocausto, estão ainda prisioneiros do ódio no mundo espiritual. Outros reencarnaram no Brasil, Pátria do Amor e do Evangelho, estão aprendendo a se livrar dessa carga odiosa.
Infelizes Nazistas que hoje sofrem bastante pelo que fizeram lá trás. Nascem em corpos enfermos, dementados tendo a idiotia dominante, muitos apresentam problemas respiratórios seriíssimos, deformidades congênitas, epilepsia gravada na alma, quando não, são criaturas esquálidas que vivem penando com a inanição nas ruas dos países pobres. Mutilados, passam por todo tipo de tortura física e psicológica pelos crimes horrendos que cometeram. Grande parte deles ainda se encontra nos abismos profundos da dor no mundo espiritual, vegetando e prisioneiros de deformidades perispirituais intraduzíveis.
Somente o amor poderá apagar de forma benfazeja todos os registros de horror e os maléficos depositados no seio da humanidade por ordem da insensatez proveniente do nazismo.
Mas os alemães enganados relembram e sofrem o lastimável episódio. Hoje os que são movidos somente pelo amor engrossam as fileiras do bem com unidade Cristã, na tentativa de curar essa tendência bélica que acompanha o homem por milênios.
Pedimos ao Cristo Amado que nos possibilite reparar os nossos erros e não permita ao homem incorrer novamente em engano tão grave como esse de patrocinar outra guerra mundial.      
    
Franz 

Mensagem psicografada na mediúnica da FEIS em 26 de novembro de 2013 pelo médium Jorge Antônio

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SURPRESA e APRENDIZADO


Surpresa e aprendizado

Fui levado a um local solitário. Caminhei um pouco por uma trilha estreita e avistei uma casa. Na verdade era um casebre velho. Portas escoradas, pintura descascada e suja, janelas envelhecidas com vidros quebrados. Telhado semi-destruído, em precárias condições. Tive a certeza que era desabitada. A sua volta o mato crescia livremente tomando os poucos degraus da escadinha assolada e torta que levava a sacada da frente.
A Entidade que levou-me aquele sítio, convidou-me a entrar. Não entendia porque estava ali. Mesmo confiando, tive medo de entrar na casa.  Ela afiançou-me, “está tudo bem, nada a temer. Entre!”.
Com passos cautelosos subi os degraus quase soltos e andei com cuidado sobre o piso de madeira apodrecida. A porta estava escorada e tudo era tão real e nítido que pude ver as dobradiças torcidas e enferrujadas na porta de madeira velha. Entrei e não pude ver nada de imediato naquela penumbra. O cheiro era fétido e incomodava. Ouvi um gemido fraco. Fiquei parado, procurei pela Entidade Amiga e já não a percebi do meu lado. Novamente um certo temor e uma ojeriza do local. Aos poucos meus olhos foram se acostumando e pude ver melhor o ambiente. Notei a sujeira entre os destroços, muitas seringas por toda parte, papéis, latas e garrafas de bebidas vazias no chão.
Fui caminhando até chegar na parte que me pareceu ser a cozinha, agora bem destruída, seguia o som do gemido. Encostado em algo que tinha ares de ser um balcão, assustei-me ao ver um espírito magérrimo, em pé, curvado sobre esse balcão, gemia baixinho. O ser parecia estar sofrendo um processo de dor inexprimível. Contorcia-se todo e gemia. Recebi uma forte impressão de que deveria orar. Elevei meus pensamentos ao Alto e pedi socorro para o sofredor.
Observei então seu corpo cadavérico. Suas veias eram grossas e saltavam dos braços pálidos e entrezilhados. Notei que haviam picadas por todo seu corpo, entre os dedos haviam essas feridas também, pareciam picadas de agulha que infeccionaram.  Seus olhos estavam esvoaçados, pareciam vazios e sem vida. Totalmente fora de si, parecia um quase zumbi com aquele olhar gazeado. Notei-lhe a magreza das costas ossudas. Uma calça velha caia-lhe da cintura, era um trapo de jeans sujo e roto. Uma corda de sisal servia-lhe de cinto segurando a calça na cintura fina. A barriga escovada para dentro, as costelas à mostra e o peito anverso, quase cavo no arcabouço do tórax.
Apiedei-me do ente sofredor e derramei algumas lágrimas de aflição por vê-lo naquela situação deplorável. Ele virou, mas não parecia ver-me, notei-lhe então o rosto, a barba hirta, retesada na face escavada, os olhos bem fundos e ao redor deles uma concha negra com bolsões sombrios. Do nariz escoria um líquido amarelo-esverdeado, os dentes podres e a língua cheia de cortes. Fedia como algo apodrecido por dias. Certamente se qualquer encarnado pudesse vê-lo naquelas condições, acreditaria tratar-se de uma monstruosidade das trevas.
Novamente, com clemência e sem saber que atitude tomar, orei com todo fervor da minha alma, pedindo por ajuda. A mesma Entidade que me trouxera até ali, apareceu nimbada de luz. Sem a necessidade de abrir a boca, disse-me com afabilidade.
-     Confie, sua lição continua. Concentre-se um pouco mais no pensamento do nosso irmão. Aproxime-se dele. Não se preocupe, ele não pode notar-lhe a presença.”

Acheguei-me e concentrei-me melhor no pensamento condensado. Vi então convergir em mim mesmo o que ele balbuciava intimamente. Abismei-me com os pensamentos que agora pareciam meus. Era uma única palavra repetida incessantemente. Cocaína, cocaína, cocaína, cocaína... Aquilo não cessava, era uma monoidéia dominante, constante, fortíssima, não me dava um único segundo de descanso. Apavorado, chorei ao sentir em mim mesmo seu desespero e dor.
Nesse momento a Entidade de Luz desprendeu-me e disse:
-     “Está vendo meu irmão a situação deplorável de um viciado em drogas no mundo astral? É bem pior a situação, piora muito do lado de cá. Além de comprometerem o corpo perispiritual, comprometem totalmente a mente junto a dependência, pois nada mais fazem ou buscam no lado de cá a não ser as drogas e os parceiros para o seu consumo. Agora imagine um ser enfermo como esse associando-se a um encarnado. O que poderá advir de uma união como essa? Devemos ou não usar de todo o nosso amor e conhecimento para ajudá-los? ”
-     “Isso aqui antigamente era um antro onde drogados se encontravam para dividir as doses e alucinações. Hoje desativado no plano material, já não existe mais, entretanto, nosso irmãozinho continua preso a essa realidade, deixado para trás pelos comparsas que não queriam mais dividir com ele as doses do vício. Desde então ele está preso a essa realidade, numa sujeição muito forte, nesse estado lamentável de sofrimento e demência.”   
Só então caiu a ficha para mim! Entendi imediatamente o porque de ser trazido aquele cativeiro de dor. Quando encarnado, por alguns anos trabalhei como enfermeiro na cidade de São Paulo. Um dia recebi proposta de um médico conhecido oferecendo-me vaga numa clínica para dependentes. O salário era um pouco melhor que o do hospital e só por isso aceitei, mas nunca tive apreço por esse emprego. Nós os enfermeiros mantínhamos um maior contato com os internos do que os próprios médicos, que atendia-os de modo mais breve e faziam o receituário de medicamentos, que nós os enfermeiros deveríamos aplicar. Só que o trato com os dependentes não era fácil, as vezes agressivos, as vezes tão contenciosos na credibilidade. Vi todo tipo de complicações causada pelas drogas e pelos dependentes, e, na minha ignorância, eu os percebia como depravados, fracos de alma e vendidos aos vícios. Algumas vezes tive medo e outras vezes nutri certa raiva contra eles. Isso se deu por todo período desse trabalho. Porém, depois dos cursos e conteúdos programáticos que a clínica exigia no currículo de formação dos seus enfermeiros, fui entendendo que a drogadição é uma doença grave. Após alguns anos trabalhando ali, mesmo com os donos da clínica prometendo aumentar o meu salário, eu não suportei mais aquele emprego. O trabalho junto ao toxicodependente é muito cansativo, física e mentalmente. É muito difícil a assistência a usuários de drogas sem o devido amor no coração, não bastam conhecimento e abordagens clínicas de vanguarda se o amor não interceder todo o tempo, o tempo todo. E realmente, naquela época, faltava-me amor no coração.
Depois do desencarne, desandei a pensar nos meus erros da Terra e esse era um dos que me atormentava de quando em vez. A falta de paciência e de amor que tive com aqueles enfermos da clínica. Intimamente rogava para que eles me perdoassem o coração de frieza e tanto desamor.
De repente senti que essas minhas reflexões eram percebidas nitidamente pela Entidade Amiga e envergonhei-me notando que Ela lia-me tal qual um livro aberto. Todavia com muita ternura me falou:
-     “Não se preocupe meu irmão, foi o seu arrependimento que te trouxe até aqui, nós não estamos nessa jornada para julgar a ninguém e sim para socorrer. Sempre é tempo para refazermos a rota de enganos e recomeçar de um outro modo. Lamentar o que deixamos de fazer a beneficio próprio e dos outros é a estréia no nosso crescimento. A começar pelo nosso arrependimento e vontade genuína de ajudar, o bom Deus nos patrocina as oportunidades. Não é a toa que tenhas trabalhado na área da enfermagem, pois já vinhas com carências de responsabilidade nessa área. Hoje vemos intimamente no teu ser o desejo de socorrer o próximo sem as barreiras do egoísmo que te impediram de fazer o teu melhor antes .”
-     “E podemos começar prontamente auxiliando esse irmão sofredor a sair dessa situação lamentável. Já nos aguarda em Casa Espírita próxima, Irmãos especialistas nesse tipo de atendimento, dedicadíssimos no amparo a entidades nessas condições de telementação destrutiva, que serão amorosos professores no seu ingresso na equipe de trabalhadores do bem.
Ensejando a boa ocasião dessa mensagem, gostaríamos de chamar a atenção as Casas Espíritas no seu papel como verdadeiros pronto-socorros no trabalho de prevenção e amparo as vítimas da drogadição, nos dois planos da existência, problema esse que tem arruinado vidas e famílias inteiras, que tem crescido bastante no Brasil e mundo afora. Devemos nos preparar devidamente, com mais estudo e classificando melhor os atendimentos desse porte, que necessitam, na maioria das vezes, um acompanhamento menos superficial como o que têm sido prestado. As mediúnicas qualificadas para tanto, seus médiuns e o corpo de trabalhadores da casa, em especial os atendentes fraternos (que deveria agora já contar com um maior número de auxiliares), carecem munir-se de melhores esclarecimentos para apoio embasado aos enfermos e aos familiares que sofrem e desajustam-se rapidamente nessa “guerra” contra o vício das drogas. Apoio irrestrito aos que afrontam essa luta, colocando todos os nossos recursos socorristas a disposição dos familiares que sofrem, bem como, dos dependentes aprisionados. Formar evangelizadores que saibam abordar com conhecimento esse tema, conscientes dos perigos na sociedade para que o esclarecimento da juventude e da infância seja patrocinado de forma natural e repetitiva, minimizando o número daqueles que se entregam aos perigos de experimentar a droga e tornar-se um dependente. Educar a todos para de maneira alguma evitar o viciado que chegue até a Casa e se ache submetido ao desejo constante de consumir a droga, e sim, envolvê-lo com muito carinho e apoio de todos.
Diante dos fatos apresentados, que o Amado Médico das nossas almas, Jesus, nos auxilie a manter a mente vigilante e o coração pulsando de amor para juntos, como uma equipe de cuidadores caprichosos, podermos melhor cooperar no socorro aos nossos irmãos prisioneiros dos vícios.


Rodrigo – um enfermeiro na Terra e agora um aprendiz no plano espiritual dos cuidados autênticos que só o amor pode patrocinar  aos escravizados pelas drogas. - Mensagem psicografada no domingo 24 de novembro de 2013 pelo médium Jorge Antônio

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EM NOME DA LIBERDADE



Em nome da liberdade

De todas as conquistas humanas a liberdade é uma aquisição relevante, um direito que se consolida de forma a edificar a sociedade terrena.
Infelizmente ela ainda é restringida a um grande número de criaturas, que sofrem pressões políticas, sociais e econômicas, minimizando ou mesmo proibindo-as do gozo pleno da liberdade. Na era da contemporaneidade e de tantos avanços cientifico-tecnológicos ainda testemunhamos o trabalho escravo, povos prisioneiros das tiranias e dos radicalismos, guerras fratricidas submetendo os indivíduos a todo tipo de sujeição e ameaças.
Na verdade a liberdade tem um significado profundo que não pode ser afastado da memória. Ela é um anseio perene do ser humano.
 Elemento essencial ao progresso consciente do ser, sendo através do livre-arbítrio o importante desenvolvimento das escolhas e condutas que hão de lhe moldar os procedimentos apropriados do futuro junto a uma existência sadia. 
Não obstante, nesse afã de libertar-se e ver-se autônomo perante a sociedade e o mundo, os indivíduos partem para a independência de princípios enganosos criando vínculos com submissões doentias, deslembrando dos deveres a título de permitir a expressão reprimida, consignando exemplos de desajuste, irresponsabilidade e desgovernos do eu.
Em nome da liberdade de expressão milhares de jovens entregam-se a ilusão das drogas numa fuga das perspectivas lúcidas da existência, partem em busca das fantasias viciantes que desvirtuam, escravizam e matam. 
Em nome da liberdade financeira, na corrida pelos valores amoedados, os homens atuam desonestamente, corrompem-se, trabalham escravizando a si mesmo e aqueles que os amam, depravam-se prisioneiros atraídos pela felicidade passageira do dinheiro e dos bens materiais.
Em nome da liberdade sexual procuram relações imediatistas que lhes satisfaçam o prazer e a ânsia animalizada do sexo. Sem importarem-se com o sentimento alheio, inspiram paixões doentias, alienam-se, patrocinam enfermidades do corpo e da mente e favorecem o desamor, a promiscuidade, o aborto e os crimes passionais.
Em nome da liberdade o homem agride-se culturalmente de variadas maneiras, disseminando através de uma propaganda desatinada todo tipo de desajustes contra as forças equilibradas e mantenedoras da vida, perpetrando as dependências infelizes e os conflitos psicológicos que elevam as taxas de angustiados, depressivos e vítimas do suicídio.
Em nome da liberdade o indivíduo diz o que quer dizer, sem preocupar-se com a veracidade do que está sendo exposto aos outros, desfazendo assim a fé entre as criaturas, desprezando a lição do dizer correspondente à vivência no próprio exemplo. Aquele que faz parecer o que não é e se mostra com os valores que ainda não possui, engana mais aos outros, motivando desconfianças, dor e conflitos, do que aquele que se mostra legitimamente com os seus defeitos, que reconhece-os publicamente e mostra-se empenhado a transformar-se. O mundo já perdeu bastante por causa da boca dos teóricos e religiosos estudiosos que não exemplificam o amor, a caridade e a verdade que anunciam veemente, preocupados apenas em garantir apreciadores nos seus discursos.  
Em nome da liberdade de mostrar ao mundo a sua vitória, os seres humanos partem em busca dos seus sonhos de sucesso e felicidade, e, frustram-se caso as coisas não aconteçam conforme o planejado. Nessa pressa e apetite para alcançar o êxito, deslembram da própria essência, do porque que vieram ao mundo, olvidam as lições preciosas ao espírito que com mais uma existência na carne lhe franqueia importantes estágios. Esquece que Deus nada faz de errado, mas ao contrário, colabora sempre em favor da educação das criaturas, seus filhos, que rebeldes não aceitam sofrer e almejam o que talvez ainda não tenham feito por merecer, que tomam posse de forma extrema daquilo que não lhes pertence e que se envaidecem com as conquistas que não são realmente suas.
    Para crescer com entendimento e razão é imprescindível ao homem não lhe ser negado a liberdade de escolha. Contudo, é necessário que ele entenda bem o significado de liberdade. Em nome de uma liberdade enganosa, observamos uma sociedade vitimada por valores levianos e superficialistas, por passatempos caóticos, paixões ignóbeis e horizontes de prazer e loucura.
Muitas seriam as definições para liberdade, mas na nossa humilde maneira de ver a liberdade de forma autêntica, ela seria o respeito profundo pelo próximo, o ideal superior sempre animando toda e qualquer decisão, a consciência plena da igualdade entre os povos e raças, a força da satisfação pessoal acatando a força do direito do outro, a dignificação do indivíduo na sua constante batalha pela sobrevivência e pelo autoconhecimento, o estudo desimpedido e desapaixonado produzindo a certeza da imortalidade alforriando as ciências e mentes da terra, a responsabilidade do livre-arbítrio e o amor mediando todas as relações e contratos do mundo.
Isso certamente nos traria a liberdade no sentido evolutivo da vida. Que Jesus nos permita um dia conquistá-la.

Anastácia

Mensagem psicografada quarta-feira 20 de novembro de 2013 pelo médium Jorge Antônio

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COMPREENDER



Compreender

Naquilo que chamamos convivência nem sempre encontramos o verbo compreender intercedendo favoravelmente nas relações.
Assim vemos nos diálogos entre as pessoas a presença de intolerâncias e antagonismos dificultando a comunicação e a razão.
De que modo compreender essa sociedade onde grande número de casais se separaram em meio a traumas gerados pela falta de entrosamento e conversação sadia? Como equalizar a relação tão fria e indiferente entre pais e filhos, que pela falta de entendimento erguem muros altos e difíceis de transpor?
Como unificar os companheiros de mesmos ideais respeitáveis, que por questões tolas da vaidade e do orgulho se deixam separar?
De que maneira mediar as lutas de poder e posição que sobram nos ambientes de trabalho?
Como interpretar a violência e agressividade que vivemos entre parentes e familiares, colegas e amigos?
De que modo podemos acabar com os preconceitos de toda sorte, os racismos, as oposições entre religiões, as aversões entre os semelhantes?
Como revogar as extensas contradições das leis humanas e impedir que ela seja cumprida de modo a prevalecer sem protecionismos e iniquidades?
De que maneira avaliar a administração pública que não visa o bem geral?
E o que dizer de nações e grupos que investem na guerra e olvidam a paz?
É verdade que a boa convivência, em qualquer setor da vida, só ocorrerá quando houver compreensão entre as partes envolvidas, quando houver consciência e respeito acerca do entendimento do ponto de vista alheio, mesmo que ele seja divergente do nosso.
A faculdade da comunicação com reciprocidade que o homem tem conquistado na atualidade só vingará de forma perpetuada se o ser aprender todas as bases da compreensão, alçada com o juízo lógico de perceber, querer entender e respeitar as opiniões contrárias as suas. 
    
Camilo

Mensagem psicografada domingo 17de novembro de 2013 pelo médium Jorge Antônio

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A REVISÃO DOS NOSSOS ATOS




A Revisão dos nossos atos

Aqueles que se encontram junto ao Espiritismo possuem estímulos ideais para resolverem no íntimo todas as viciações que os levaram as quedas do ontem, equilibrando-as através dos esclarecimentos que a Doutrina fornece a alma junto às mudanças que motiva.
Nos terrenos sinuosos da existência carnal é que a lucidez e a maturidade emocional serão testadas e não haverá melhor momento que esse, junto às ofertas do Espiritismo, para se fazer uma “faxina” no íntimo. Somente um obstáculo entretanto pode impedir o espírito de vencer a luta do reformar-se. A presunção acerca de si mesmo.     
Voltemos a Judéia ao tempo de Jesus e tracemos um rápido perfil sobre os judeus daquela época. Profundo conhecedores das escrituras, estudiosos e respeitadores das leis, religiosos de fé e adoradores do Criador único, primeiros reformadores da mentalidade primitiva e politeísta do mundo que esperavam ansiosos pelo Messias prometido. Como vemos, tinham no seio da sua sociedade já preparadas todas as ferramentas para a aceitação do Cristianismo, evolucionando a humanidade se assim consentissem.
Mas o que os fez perder a oportunidade ímpar de receber a anistia através do amor? O que os cegou, tornando-os incapazes de ver as obras manifestas do bem? O que teria endurecido seus corações a ponto de verem no Cristo manso um perturbador da ordem social, crucificando aquele que lhes trazia a salvação?
Não há outra resposta principal que não seja essa: o orgulho, esse câncer que persegue os seres humanos, adoentando as almas a ponto de transfigurar as personalidades, tornando-as incoerentes e sujeitas as ações intoleráveis que elas mesmas desaprovam. É ele o principal responsável pela derrocada humana.
Passados tantos séculos o orgulho continua insinuando as criaturas a descerem ao patamar de indigentes do equilíbrio psíquico tão requisitado ao avanço do tempo e ao progresso das criaturas.
Introspectivamente devemos parar e pensar que as vezes julgamos improcedente aquilo mesmo que nos faria crescer e mudar. Que rejeitamos exatamente aquilo que nos contraria a imaturidade. Assim como não se entende verdadeiramente o desígnio dessas palavras e elas fenecem sem sentido.
Sendo assim, por que será que a Espiritualidade, de forma repetitiva, toca no mesmo assunto delicado que insufla os ânimos e desnutre as atenções?
E porque será que, diante dos esclarecimentos do Cristianismo redivivo, mapeando para as criaturas o perfil psicológico das almas equilibradas, falta conscientização para reconhecer que essa mensagem não é dirigida ao outro, como sempre pensamos, mas é repetida para nós mesmos, dirigida ao nosso íntimo para que façamos o quanto antes o desnudar das nossas projeções fantasiosas acerca do que acreditamos ser.
Diante das oportunidades do Espiritismo os que melhores usufruem do seu esclarecimento não são aqueles que têm a consciência do quanto sabem, mas sim aqueles que procuram rever continuamente a sua maneira de viver a vida e reagir equilibradamente, pois são eles que encontram a sabedoria.              
Asseveramos que a fila de espíritas fracassados, que acreditavam-se possuidores dos dotes do serviço grandiloquente é grande. Raros apesar disso são aqueles que vencem apenas 20% das tarefas que vieram dar curso na remissão dos próprios erros do passado inglório. E com excesso isso não diz respeito à quantidade de tarefas abraçadas e sim a forma de conduzi-las.
Então, o que nos leva a crer que já somos merecedores dos “talentos” reservados aqueles que os não esconderam sobre o solo? Muitas vezes os comportamentos descabidos e contraditórios diante de determinadas ações nos apontam quem realmente somos, resta-nos querer entender que necessitamos mudar.
Continua sendo ele o orgulho que nos coloca nos pedestais da própria soberba.
Hoje no lado de cá como participantes dessa grande família espírita destinada a aquecer o amor na Terra dando novas diretrizes ao Planeta, melhor aquilatamos quão pequenas são as “picuinhas” humanas, os ranços das personalidades e as superficialidades dos caracteres.
Será que estamos sendo duros tocando assim nesse assunto de delicada atmosfera dentro da casa espírita, bem no meio dos que nela servem? Será que estamos a cobrar demais daqueles que obram por amor a uma mesma causa?
Como dissemos, muitos acreditam que tais e tais palavras não lhes cabem, que elas devem ser endereçadas ao outro. Todavia as repetições se avolumam para que acordem as consciências todas. Os interesses principais dos nossos conselhos são para que as contestações cessem e as características doentias das personalidades venham a se tornar relíquias únicas daquele tempo de Jesus.
Recentemente foi pedido por ordem superior um raio-X das Casas Espíritas e nossa querida Scheilla designou algumas equipes para minudenciar esses relatos instrutivos e esclarecedores do nosso movimento, úteis ao nosso progresso como equipe de trabalhadores.
O raio-X logo revela as reminiscências do orgulho imiscuindo-se sorrateiro entre os confrades nos núcleos da Terra. Com facilidade foram registradas malquerença e injúrias entre os irmãos, ciúmes bobos, contendas entre egos, antipatias de toda sorte grassando a vista de qualquer bom observador, como vaidades de todos os graus, tipos e envolvimento. Verdade que palavras bonitas estão sendo disseminadas, mas os próprios divulgadores delas demonstram a nós, que os acompanhamos do invisível, que não seguem aquilo que professam. Muitos guardam nos corações rancor, melindres tolos que dificultam o convívio. As mentes registram acontecimentos fortuitos e reservam a eles animosidades por longo tempo. Certas individualidades querem ver satisfeitas as suas projeções de valor, ou, se frustram. As aparências são bem nutridas como se a varredura devesse ser feita para debaixo dos tapetes, porém, quando descem as cortinas auscultamos as “fofoquinhas”, os ataques gratuitos aos irmãos ausentes, a má vontade em relação ao outro, as aproximações com interesse no próprio divagar do personalismo e, é claro, as rejeições instantâneas, os julgamentos precipitados, os achaques de toda ordem assinalando para os bons entendedores que, continua sim entre nós, o orgulho, alastrando-se desimpedido. O que nos falta? Faltam-nos ouvirmos a consciência mais vezes, para que as vozes educativas dos Guias possam surtir maior efeito nessa autotransformação tão ansiada por todo espírita sério.
Reflexionando veremos que, certos sentimentos, conversações e atos não cabem na casa espírita. E é verdade, nem fora dela.
Sabemos das dificuldades em dirigir uma casa espírita, levando semanalmente a balança os ânimos para reequilibrá-los, amainando os ímpetos e equalizando as emoções entre tantos trabalhadores, que se esquecem que, servir a Jesus significa tantas vezes anular-se, esquecendo imediatamente do próprio eu para engrandecer o servir genuíno através da tolerância, do respeito, da amizade, da paciência, da singeleza do afeto não fingido e da preocupação mútua com os companheiros.
Observação oportuna, o melhor espelho é aquele que nos aponta os erros deslembrados.
Que o Querido Amigo e Médico das almas nos corrija os impulsos e nos faça esquecer do ingrato orgulho.                                

Que assim seja!

Alberto Fonseca

Mensagem recebida na mediúnica da FEIS na terça-feira dia 08 de setembro de 2013 pelo médium Jorge Antônio

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