O aperto da
tristeza no coração
As ligações que nos mantêm associados a certas
mentes, como prisioneiros na verdade, tornam-nos susceptível em não perceber a
inerente realidade que se desenvolve em torno de nós, o suficiente para
passarmos de protagonistas a coadjuvantes dos acontecimentos da própria vida.
Quando por alguma razão não estamos conscientes dos
processos que nos restringe a liberdade construtiva dos próprios passos,
seremos levados na correnteza das emoções, guiados por aqueles que, por alguma
razão, guardam animosidades e intentam prejudicar-nos.
Cada um de nós carrega o clima espiritual que lhe é
próprio através das elucubrações da mente. Daí a importância dos pensamentos que acolhes e das
impressões sobre a vida que distribuas, pois cedo ou tarde teus pensamentos
determinarão a tua verdade e tuas comoções lhe trarão o que tanto repercutes
internamente.
Ser senhor de si de forma proveitosa, sem
prejudicar-se, é deveras laborioso. Quando o ser está imerso num mar de
vibrações descontroladas, que tendem a arrastá-lo, a descontento mesmo, para as
regiões ensombradas, ele começa a ver a vida por uma ótica deturpada.
O número de pessoas prostradas é enorme. Alarmante!
Processam-se sob fortes sugestões de forma consciente ou não, desencantos,
quedas, pesar e depressões.
Muitas almas estão em choque com esse mundo em que
vivem, estacionadas em condição de desgosto, debilitadas mesmo para o esforço mínimo
de apenas agarrar-se a bóia salva-vidas e serem puxadas a segurança de um bote.
Precisamos tentar derrubar esses muros erguidos
diante dos que assim sofrem, impedindo-os de verem logo mais a frente o campo
verde das oportunidades que floresce para todos indistintamente, auxiliando a
construir neles o sustentáculo da fé, em processo de transmudação que seja,
trazendo de nós e das nossas experiências, entre sofrimentos e aprendizados, a
força que haverá de levantar os caídos e os que se deixaram abater e dominar.
O que faremos para salvar a tantos tão próximos do
afogamento? Recordar que fomos engajados nas fileiras do bem para compreender e
amparar, abençoar, trabalhar e servir, sem escolher hora para tal, todo tempo é
tempo extraordinário para fazermos a diferença na vida do outro.
A tristeza é uma dama astuta, que veste o negro e
irrompe nas vidas alheias com arguciosa cautela, primeiramente lânguida, desfalecida,
parece um sopro gostoso da melancolia. Bastante maleável, entra e sai
mostrando-se bem popular, até que, já bastante aceita pelo anfitrião, toma-lhe
de supetão as diretrizes da casa, e, como uma governanta má, dita as regras da
convivência e mesmo da higiene mental, fazendo-se legatária dos tempos
insustentáveis.
Infelizmente poucas almas conseguem reconhecer de
imediato as suas armadilhas e logram fugir dos seus ardis. As que encontram
forças para vencê-la, desvencilhando-se do seu abraço frio e mórbido, têm por
compromisso ensinar as demais os caminhos de encontro a liberdade, pois,
invariavelmente, são muitos os que se deixam levar na montanha russa de emoções
que ela desencadeia gerando todo tipo de desequilíbrio e fraquezas.
Faltam a esses o entendimento de que a vida humana é
feita, irrevogavelmente, de altos e baixos e que, devemos estar preparados para
viver os dias de sol sem presunção, bem como, os dias ensombrados sem
hospedarmos a tristeza no coração.
A falta de fé meus caros, faz com que as peças
vitais no tabuleiro fiquem sempre desguarnecidas de proteção, propicias a serem
atacadas em xeque. Até que um dia alguém chega e arremata a partida por não
haver mais defesa possível ao xeque-mate, no ato consumado pelo suicídio.
O otimismo faz com que pessoas distintas vivam os
mesmos quadros de vida e os processem de forma positiva, entendendo que haverá
dias para sorrir e outros que iremos chorar, mas invariavelmente tudo passa.
Nós que nos preparamos através dos conhecimentos
libertadores que recebemos continuamente, temos por obrigação e dever caritativo,
nos apiedar dos nossos irmãos abatidos pelas dores sufocantes da depressão.
Estejamos determinados a lançar as sementes que hão
de germinar nesses chãos abandonados, onde medram as sarças e plantas
rasteiras, auxiliando continuamente na limpeza do solo mental para que a
semente não seja sufocada e possa germinar livre.
Uma conversa sadia, uma orientação com carinho, uma
demonstração de apreço e de entendimento a dor alheia, um abraço amigo, uma
frase de alento, um tempo para escutar com paciência o desabafo de outrem,
fazem milagres inestimáveis que podem remediar muitas dores e dar início ao processo
de soerguimento de uma alma abatida.
Da mesma forma que, uma palavra ríspida, uma fração
de egoísmo olvidando as dores latentes de quem sofre, uma negação qualquer de
socorro àqueles que rogam por amparo, são como uma mão que não segura no exato
momento que o outro esperava que alguém o agarrasse antes da queda no abismo.
Tenhamos atenção, pois o que realmente nos importa
nessa vida é o outro, dela não levaremos nada a não ser o bem que motivarmos e
o amor que oferecermos aos nossos semelhantes.
Sejamos mais criteriosos e cuidadosos na assistência
em referencia a dor alheia, principalmente quando essa dor esfacela o peito e
comprime a mente, acinzentando e torturando a existência de nossos irmãos.
Vamos juntos vencer essas barreiras que nos impedem
o genuíno amor fraterno e deixemos que nossas mãos, como uma extensão do nosso
coração, sejam ferramentas que curem e tragam esperanças.
Anastácia
Mensagem psicografada na
reunião mediúnica da FEIS no dia 03 de dezembro de 2013
pelo médium Jorge Antônio
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