quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A PORTA DE SAÍDA DO LABIRINTO


A porta de saída do labirinto

A consciência sobrecarregada da criatura humana confirma uma certa imaturidade psicológica, o ser vive aturdido e cheio de coisas no seu interior, prossegue quase que sedado em relação as próprias imperfeições, ou, reconhecendo-as através de repetitivas apreciações dos acontecimentos, desperta enfim desnudando as neuroses, os vícios e condicionamentos da própria personalidade.
O número daqueles que não conseguem aceitar-se exatamente como são é enorme, gerando no íntimo todo tipo de distúrbios e remorsos, para logo mais entregarem-nos a um arrependimento improdutivo.
Um grande grupo de pessoas se permite levar por comportamentos descontrolados, fazendo as coisas sem a devida reflexão, usando de diversos meios e subterfúgios para adiar o encontro com o “eu”, seja no alcoolismo, seja por meio das drogas e dos barbitúricos, ou até mesmo, pela despersonalização no uso de máscaras sociais com que disfarçam o “ser inaceitável” que convive no íntimo.
Quando se vive no rompante das ocasiões e anseios, vive-se atordoado. E atordoado todo homem se considera fraco. Não desenvolvendo esforços para fortalecer a alma, tende a buscar os meios de fuga. Todavia essas rotas de fuga são distorções da realidade projetando ilusões depressoras, escravizando e minando as potencialidades do ser, para mais tarde, desenvolver a consciência culpada, atingindo a profundeza do mundo íntimo da criatura na condição de um autêntico flagelo.
É necessário alforriar o homem desse sentimento castrador e desmotivador chamado culpa.  Os processos que a culpa engendra no profundo do ser são sempre intricados labirintos, difíceis de localizar a porta de saída para a libertação.  
De energia assaz rasteira, a culpa coexiste incessantemente com as acusações da própria consciência, deformando não só as formas-pensamentos, mas carregando consigo tanta força embrionária a ponto de promover alterações perispirituais desastrosas, assinalando enormes deformidades no ser.
Devemos entender que o erro faz parte de todo processo de aprendizagem, esclarecendo e aperfeiçoando, já que, é através dele que se recolhem experiências transatas de importante poder transformador para o espírito.
A consciência profunda registra com acurada capacidade os erros e tem a qualidade de tempo ilimitado, sem a necessidade portanto da criatura flagelar-se nos distúrbios intempestivos da culpa. O próprio Universo, através de leis justas e harmônicas, haverá de colocar o ser frente a frente com os próprios deslizes do ontem, para que, já mais amadurecido pelas experimentações das vidas, possa dar início a novos procedimentos libertando o íntimo das algemas do remorso e da culpa.
A maneira como alguém lida com os próprios erros e com o sentimento de culpa de forma atormentadora, é um forte indício de repetição dos mesmos erros do passado. Embora existam criaturas que vivam atormentadas pelo sentimento da culpa, mesmo sem terem cometido quaisquer deslizes na conduta atual. Provavelmente são reminiscências do ontem, que mesmo o esquecimento da reencarnação não foi capaz de aplacar totalmente. Essas pessoas sofreram tanto espiritualmente por causa do remorso e da culpa que vivem na expectativa de coisas ruins acontecerem, vivem seus dramas a espera de alguma nova tragédia.
Nem mesmo os melhores Terapeutas do mundo espiritual podem libertar as mentes prisioneiras nos intricados processos acusatórios da culpa, que cerra esses espíritos em casulos mui delicados e difíceis de equilibrar.
É necessário entender que o passado de erros em nada molesta ou envergonha os Espíritos Superiores, apenas assinalam o progresso através da iluminação própria. E assim haverá de ser com cada criatura pois a evolução é um carecer irrevogável. 
Assim, nesse movimento de renovação que toma corpo a cada Novo Ano, uma das grandes resoluções da criatura humana deverá ser a de aceitar-se mais, perdoando a si mesmo, admitindo suas defecções e erros, porém motivado a corrigir-se sem culpas, propondo-se a contínuos exercícios de virtude, com momentos de silêncio e paz para um diálogo sincero com o íntimo. Usando e abusando da grande arma da consciência, aprendendo a melhor ouvi-la e reformando-se de dentro para o exterior de luz que aguarda a todos nós. Sem culpas ou remorsos impeditivos do progresso.
Que o ano então nos traga bastante motivação para trabalharmos os defeitos e as imperfeições inerentes ao prisioneiro da carne, sem que nos tape a visão do Anjo que dorme aguardando no imo.

Alfredo Dantas

Mensagem psicografada na reunião mediúnica da FEIS pelo médium Jorge Antônio, no dia 07 de janeiro de 2013

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