Compreender
Naquilo que chamamos convivência nem sempre encontramos o
verbo compreender intercedendo
favoravelmente nas relações.
Assim vemos nos diálogos entre
as pessoas a presença de intolerâncias e antagonismos dificultando a
comunicação e a razão.
De que modo compreender essa
sociedade onde grande número de casais se separaram em meio a traumas gerados
pela falta de entrosamento e conversação sadia? Como equalizar a relação tão
fria e indiferente entre pais e filhos, que pela falta de entendimento erguem
muros altos e difíceis de transpor?
Como unificar os
companheiros de mesmos ideais respeitáveis, que por questões tolas da vaidade e
do orgulho se deixam separar?
De que maneira mediar as
lutas de poder e posição que sobram nos ambientes de trabalho?
Como interpretar a violência
e agressividade que vivemos entre parentes e familiares, colegas e amigos?
De que modo podemos acabar
com os preconceitos de toda sorte, os racismos, as oposições entre religiões,
as aversões entre os semelhantes?
Como revogar as extensas
contradições das leis humanas e impedir que ela seja cumprida de modo a
prevalecer sem protecionismos e iniquidades?
De que maneira avaliar a
administração pública que não visa o bem geral?
E o que dizer de nações e
grupos que investem na guerra e olvidam a paz?
É verdade que a boa
convivência, em qualquer setor da vida, só ocorrerá quando houver compreensão
entre as partes envolvidas, quando houver consciência e respeito acerca do
entendimento do ponto de vista alheio, mesmo que ele seja divergente do nosso.
A faculdade da comunicação
com reciprocidade que o homem tem conquistado na atualidade só vingará de forma
perpetuada se o ser aprender todas as bases da compreensão, alçada com o juízo
lógico de perceber, querer entender e respeitar as opiniões contrárias as suas.
Camilo

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