Espetáculo
da Vida
Aá Vida! Vida minha, minha vida...
Como sou grato em vivê-la!
Não poderia crescer
sem ter-te em abundância.
Teus dias são doações engrandecidas de oportunidades,
onde permeamos as experiências amadurecendo a alma.
Louvo a tua disponibilidade de receber-me em teu seio
cultivando os dias da carne para que o futuro seja escrito diante dos meus
esforços.
Aá Vida! Vida minha, minha vida...
Reconheço agora á frente de tuas largas veredas à
Onisciência do Criador, possibilitando-nos o regresso ao chão de outrora para
encenarmos os desafios da evolução.
Mesmo árdua, muitas vezes dorida, cheia de
adversidades e sofrimentos, quero-te, adoro-te, pois tu és o refrigério
daqueles que tombaram nos desfiladeiros do ontem.
Aá Vida! Vida minha, minha vida...
Soubessem os homens tolos que te desdenham, as longas
filas dos que aguardam ansiadamente pelo teu hálito, angustiados em recobrar o
tempo jogado fora.
Sois o faroleiro luzindo a claridade para que nós,
navegantes incipientes, não nos precipitemos nas valas agitadas de encontro aos
rochedos da infelicidade perene.
Cantada pelos poetas, enamorada pelos boêmios, um dia
também entenderemos que, apaixonar-se por ti é inevitável. É tão bom morrer de
amor por ti e ainda continuar vivendo! ...Tão bom!
Quero tragar-te a seiva que franqueia a alma desejosa
e poder beber na tua fonte interminável.
Aá Vida! Vida minha, minha vida...
Pobres mendigos os que te malsinam. Acreditam-se
destituídos da sorte. Mas tu presenteias a todos solidificados no otimismo, mesmo
aos devedores. Na verdade não são eles pobres da sorte, mas pobres da fé.
E aqueles coitados que fogem de ti na tentativa vã de
ceifarem a existência no encontro marcado com a morte. Mal sabem eles que és
imorredoura. Indestrutível.
Tentam evitar a própria sombra que enegrece seus
passos, sem querer avaliar a extremada dor que preferem em troca de, vivenciar
os teus dias encomendados.
Bem sei eu, tu és presente divino dilatando os
talentos humanos, construindo pontes de perdão e esperança aos jornaleiros das
notícias imperecíveis das tantas existências.
Aá Vida! Vida minha, minha vida...
Visto-te com toda alegria e na felicidade dos teus
instantes, quero beber tua última gota, sedento que sou dos teus dias.
Peço-te permissão para ensaiar aqui, no teu palco, os
primeiríssimos vôos, ainda tacanhos e constritos, projetando o meu futuro às
estrelas do alto.
Já consciente da tua gravidade e o que devo fazer para
dilatar minhas avenidas nas experimentações dos teus braços, dôo-me a
fragrância da caridade, lavando assim nas tuas águas, os meus tantos pecados.
Aá Vida! Vida minha, minha vida...
Um dia lá no longe tenho encontro marcado com o deus
da verdade, tu me recebes no lugar habitado pelos heróis e virtuosos e me
afiança:
- Conquistas-te a
existência da carne, agora vem e goza da abundância da eternidade, sem dor ou
qualquer outra enfermidade da Terra.
E eu lagrimando reconheço vida minha, quão preciosa tu
és quando bem vivida, com ânimo e valentia, ornada de valor moral.
E digo aos que ficaram... Ouçam bem a vida, pois ela
fala todos os dias palavras de bom senso ao cadinho da alma.
Ouçam-na!
Aurélio
Mensagem recebida na mediúnica dos trabalhadores da
FEIS na terça dia 01/10/2013 pelo médium Jorge Antônio

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