quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

ESPETÁCULO DA VIDA


Espetáculo da Vida 


Aá Vida! Vida minha, minha vida...
Como sou grato em vivê-la!
Não poderia crescer sem ter-te em abundância.
Teus dias são doações engrandecidas de oportunidades, onde permeamos as experiências amadurecendo a alma.
Louvo a tua disponibilidade de receber-me em teu seio cultivando os dias da carne para que o futuro seja escrito diante dos meus esforços.

Aá Vida! Vida minha, minha vida...
Reconheço agora á frente de tuas largas veredas à Onisciência do Criador, possibilitando-nos o regresso ao chão de outrora para encenarmos os desafios da evolução.
Mesmo árdua, muitas vezes dorida, cheia de adversidades e sofrimentos, quero-te, adoro-te, pois tu és o refrigério daqueles que tombaram nos desfiladeiros do ontem.

Aá Vida! Vida minha, minha vida...
Soubessem os homens tolos que te desdenham, as longas filas dos que aguardam ansiadamente pelo teu hálito, angustiados em recobrar o tempo jogado fora.
Sois o faroleiro luzindo a claridade para que nós, navegantes incipientes, não nos precipitemos nas valas agitadas de encontro aos rochedos da infelicidade perene.
Cantada pelos poetas, enamorada pelos boêmios, um dia também entenderemos que, apaixonar-se por ti é inevitável. É tão bom morrer de amor por ti e ainda continuar vivendo! ...Tão bom!
Quero tragar-te a seiva que franqueia a alma desejosa e poder beber na tua fonte interminável.

Aá Vida! Vida minha, minha vida...
Pobres mendigos os que te malsinam. Acreditam-se destituídos da sorte. Mas tu presenteias a todos solidificados no otimismo, mesmo aos devedores. Na verdade não são eles pobres da sorte, mas pobres da fé.
E aqueles coitados que fogem de ti na tentativa vã de ceifarem a existência no encontro marcado com a morte. Mal sabem eles que és imorredoura. Indestrutível.
Tentam evitar a própria sombra que enegrece seus passos, sem querer avaliar a extremada dor que preferem em troca de, vivenciar os teus dias encomendados.
Bem sei eu, tu és presente divino dilatando os talentos humanos, construindo pontes de perdão e esperança aos jornaleiros das notícias imperecíveis das tantas existências.

Aá Vida! Vida minha, minha vida...
Visto-te com toda alegria e na felicidade dos teus instantes, quero beber tua última gota, sedento que sou dos teus dias.
Peço-te permissão para ensaiar aqui, no teu palco, os primeiríssimos vôos, ainda tacanhos e constritos, projetando o meu futuro às estrelas do alto. 
Já consciente da tua gravidade e o que devo fazer para dilatar minhas avenidas nas experimentações dos teus braços, dôo-me a fragrância da caridade, lavando assim nas tuas águas, os meus tantos pecados.

Aá Vida! Vida minha, minha vida...
Um dia lá no longe tenho encontro marcado com o deus da verdade, tu me recebes no lugar habitado pelos heróis e virtuosos e me afiança:
- Conquistas-te a existência da carne, agora vem e goza da abundância da eternidade, sem dor ou qualquer outra enfermidade da Terra.
E eu lagrimando reconheço vida minha, quão preciosa tu és quando bem vivida, com ânimo e valentia, ornada de valor moral.
E digo aos que ficaram... Ouçam bem a vida, pois ela fala todos os dias palavras de bom senso ao cadinho da alma.
Ouçam-na!

Aurélio

Mensagem recebida na mediúnica dos trabalhadores da FEIS na terça dia 01/10/2013 pelo médium Jorge Antônio
(mensagem de número 500)


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