quarta-feira, 15 de abril de 2015

ENGANO


Engano

As possibilidades de engano perante a vida é enorme!
As limitações do homem para entender tudo que se processa ao seu redor é intensa. Suas concepções errôneas se fazem repetidas e recaem sobre os mais variados raciocínios.
Mesmo entre os doutos e cultos os enganos se fazem constantes.
Se analisarmos a ciência da Terra, embora ela tenha demovido da mentalidade humana o primitivismo supersticioso e catapultado o progresso, veremos que também enganou-se diversas vezes, atestando erros e absurdos ilógicos por falta de conhecimento a época. Provavelmente algumas das teorias modernas que hoje vigoram como verdades absolutas, também se mostrarão errôneas futuramente.
Dessa forma se engana-se o homem com erros de cálculos lógicos, cogitemos o que deve ocorrer através das suas percepções sensoriais, que podem desencadear toda sorte de afetação psíquica e sentimental?
Como está imerso num universo para ele cheio de mistérios e áreas ainda inexplicáveis, podemos afirmar  que o homem está sempre sobre terreno de pouco domínio, movediço até, no que diz respeito as interpretações das forças influentes e das milhares de eleições sobre a realidade dos fatos.
Se então tratarmos do universo mental, reconhecendo os bilhões de neurônios em sinapses que vigoram junto as formas-pensamento, conduzindo e alimentando o psiquismo humano, estaríamos perdidos em maior labirinto ainda.   
  Portanto, se os enganos são relevantes dentro do ambiente material e psíquico de governo humano, imaginemos os enganos quando o homem trata das coisas ocultas baseado nas suas faculdades perceptivas e anímicas?
Dessa forma a atividade medianímica é um exercício seletivo, onde deve haver análise constante, decomposição, eliminações, eleição conscienciosa, pesquisa e principalmente calma para revelar as coisas, passando-as sempre e primeiramente pela peneira das finalidades e pelo crivo absoluto da razão.
Como o engano é inerente ao homem, ao médium é quase um ensino pontual, já que os médiuns, sem exceções, passam por momentos de descuido, de afetação, de desejos desordenados, de excitação do ego, de influenciação mental, devendo portanto tomar certos cuidados para não se tornar presa fácil da presunção de se julgar abrigado do erro.
Se o médium passa constantemente por algo que chamaríamos de “trama mental”, onde ele deve confrontar-se, abatendo seus medos e inseguranças e confiando na Espiritualidade, deve ele também atinar para uma crítica sincera, destituído de todo e qualquer sentimento de presunção, filtrando os signos que chegam acelerados ao seu pensamento, encontrando a real finalidade do que seja aproveitável e o que não passa de uma excitação anímica para que ele deixe passar somente a mensagem essencial, diferenciando-a daqueles substratos da sua mente e das mentes negativamente influenciadoras.
Os médiuns que a qualquer impulso cedem instantaneamente sem atinar aos devidos cuidados de uma comunicação, não percebendo os fluidos dominantes que o cercam, tendem a ser como o fósforo que logo se acende pelo atrito gerando a chama, para apagar-se em poucos  instantes sem muito clarear.
Da mesmíssima forma devem ser cautelosos os que recebem as mensagens e pretendem fazer uso delas, seja para esclarecer, seja para advertir, seja para prevenir, devem sempre acastelar todas ao filtro do amor e ao crivo da razão.
O erro mediúnico é muito comum e faz parte do processo de desenvolvimento do médium. Ser médium criterioso, operativo no bem, integro, consciente e responsável não é fácil, pois o terreno de trabalho é quase sempre escorregadio, permeado por dúvidas internas e envolto em uma série de percalços que requerem do portador da mediunidade estudo, vigilância constante e humildade para reconhecer suas limitações e a necessidade da proteção e auxílio devotado dos Amigos Espirituais, guiando-o e esclarecendo as controvérsias do próprio comportamento, para que não se afaste da senda da caridade e não deixe desenvolver em si as faixas ensombradas do individualismo ineficaz dos que pouco produzem.                

Alberto Fonseca
Mensagem recebida na mediúnica da FEIS no dia 31 de março de 2015 pelo médium Jorge Antônio

segunda-feira, 6 de abril de 2015

AMIGO


Amigo

Não há nada mais sincero que uma amizade verdadeira, nada mais contagiante que ser eleito pelo vínculo afetivo da autêntica amizade.
O amigo é capaz de olhar para nós e descobrir o que temos de melhor, mesmo escondido entre as nossas tantas precariedades.
É fato que o verdadeiro amigo já descobriu o que temos de pior, sabe nossos defeitos, conhece nossas distorções, mas preferiu ver as nossas pequenas qualidades como algo maior, motivando sempre o melhor em nós.
Quando tudo foge do alcance da pessoa, é a amizade verdadeira que a sustenta e a ajuda a ultrapassar os momentos difíceis.
Aí de quem não tem amigos de verdade! Aí de quem não sabe ser um amigo verdadeiro!
A amizade é um presente de Deus como a companheira devotada dos homens.
Sem ela não somos muito, com ela podemos tudo!
Sempre modesta, sai de cena para que se destaque aquele a quem tem carinho.
Quando estamos desacreditados por todos, o amigo verdadeiro nos dá crédito.
Quando a tristeza nos abraça com seus braços viris e não nos deixa ir, o bom amigo sabe como ninguém nos livrar das mãos da melancolia.
Ele ampara na fraqueza e bem aconselha nos momentos de desarmonia.
Vibra com nosso sucesso e torce pela nossa realização, sem jamais ser afetado pelo ciúme invejoso.  
Não se enfraquece com as distâncias, nem precisa estar sempre presente ao nosso lado, porém sabemos que podemos contar com ele nas nossas necessidades.
Além de tudo que nos proporciona a autêntica amizade, o amigo verdadeiro ainda nos possibilita a chance de praticar o amor genuíno que deveríamos exercer para com o nosso próximo e ainda não temos condições de praticá-lo com todos a nossa volta, assim, o amigo nos possibilita exercitar diversas qualidades latentes em nós, e caso errem conosco, o que é muito comum, nos possibilitam colocar em prática a mais nobre delas, o perdão.
   Ninguém que possa ser feliz caminhando com indiferença à amizade. Pobre daquele que não se deixa cativar e a ninguém se afeiçoa como amigo. A amizade é um bem simples, que vitaliza e escora as pessoas.
Em uma época onde a comunicação se tornou tão fácil, ela também sofre com o artificialismo do meio, contanto, cultivar a verdadeira amizade é dever de todo aquele que estima a companhia humana, devendo se fazer e saber reconhecer a verdadeira amizade, pois ela só cresce numa via de mão dupla, onde dar e receber é o caminho natural e respeitado por ambos.
Se você já descobriu na convivência e na intimidade o que é ser amigo e sabe respeitar e reverenciar aquele que lhe nutre com a sincera amizade, parabéns, você já atinou para uma preciosidade da vida, reconhecendo a companheira devotada e fiel dos homens... A amizade!
  
Anastácia
Mensagem psicografada na quinta-feira no dia 27 de março de 2015 pelo médium Jorge Antônio