sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

CONVERSE COM ELE



Converse com Ele

 Na Terra quando se está com muita saudade de alguém que está distante, tomamos do telefone e ligamos para essa pessoa.
Quando estamos com saudades de Jesus, nosso telefone é a oração. Não essa reza decorativa que muitos já estão bem habituados, tão automatizada que as palavras saem dos lábios quase por reflexo, impensadas na sua profundidade e sentimento.
Da mesma forma que o corpo necessita da higiene do banho, o espírito do asseio da oração.  
E tem isso mesmo de saudade por Jesus? Como podemos sentir falta de quem nunca vimos?
Ô se tem! Têm e muito!
Sentir é muito mais significativo que ver! Ver se esvai depois que a presença falta. Sentir ultrapassa as distâncias e une além do tempo.
Essas angustias que conhecemos, esses mal-estares, essa ansiedade, esse medo e descrença do mundo violento e cheio de absurdos ao nosso redor, nos dá uma saudade danada Dele! É uma saudade que chega a doer no coração das pessoas sensíveis. A saudade pungente daquilo que nos faz tanta falta, a ponto de, às vezes, nos sentirmos vazios e solitários num mundo tão cheio de gente, nos abatermos com a tristeza e, em ocasiões de pressão insuportável, perecermos na depressão. 
Isso é saudade sim meus filhos! Saudade de um amor tão puro que só Ele soube tão bem, esclarecer, mostrar e doar. Saudade desse Ser radioso que sua presença apenas bastava para motivar todas as qualidades esquecidas da vida. Saudades desse amor que não condena os erros alheios, mas abraça-nos com todas as imperfeições que possuímos, transformando-nos em algo melhor e mais puro através da inspiração de crescer para podermos um dia estar diante Dele.
Saudades desse Ente amado que nos sugere uma vida melhor sob todos os aspectos, aprendendo simplesmente a amar como ele amou os semelhantes. Saudades desse clínico amorável que curou e cura as almas, todas as suas doenças, e, que, certamente há de curar as nossas mazelas.
É aquela saudade dorida do filho que não vê o pai e não pode ir para onde o pai viajou. Por ser ainda rebelde e incompleto de qualidades, não lhe permitiriam a entrada nesse empíreo de pureza dos merecidos, então sente o pesar no peito, nessa saudade da privação de não vê-lo e isso lhe causa covardia e aflição, abatendo a sua pretensão e trazendo medo pelas incertezas que a falta desse Pai lhe faz.
Temos a saudade do anjo martirizado que sofreu perdoando, e de repente, se transfigurou para todos nós no anjo mais puro da esperança!
É a saudade indizível por esse Jesus Cristo! A dor do derradeiro e mais genuíno amor que dorme em nós até consigamos vê-lo novamente.
Quando deixamos de ter saudades Dele, é que nos chamam a indiferença, dialogamos com a incompreensão, com o ódio e andamos de mãos dadas com o orgulho nos passeios nada agradáveis e frustrantes do mundo.
Mas ele sempre nos chama de volta. Sempre!
Gentil, alegre, cândido, simples, acessível e verdadeiro, desprendido de tudo, tolerante e compassivo como nenhum outro, generoso, cordial, manso e iluminado! Quem em sã consciência não lhe sentiria a falta? Não desejaria o seu abraço condescendente? Não quereria que seus olhos estivessem, frente a frente, na profundeza brilhante dos olhos de Jesus? Quem não ambicionaria ser por Ele chamado e por Ele abraçado?
Só os loucos, apaixonados somente pelo mundo e os mais orgulhosos, devo dizer!
Ô Jesus, que engraçado, pois a saudade e o amor que sinto por Ti, irradia de volta, me suportando na fé. E quando estamos repletos desse Seu amor, somos capazes de suportar qualquer dor, superar as adversidades, evitar as desavenças, perdoar sem reservas, readquirir as forças que pensávamos esvaídas, abençoar, esclarecer e ajudar aos outros. Assim deduzo que Seu amor e meu amor por Ti, é a solução dos meus impasses. Me tempero, me sustento, me torno mais forte e ao mesmo tempo mais branda com ele. Vivo de certezas, ainda que as incertezas me cerquem.
O que falta aos homens é mais Jesus! Não nos lábios. Mais Jesus no coração, nas mãos, no olhar, nas palavras, nas pelejas da vida!
Vou ligar Senhor, agora mesmo, sei que nossa linha nunca estará ocupada, que sempre estarás disponível para ouvir-me. Os ruídos que por acaso interferirem na minha chamada, são os da exterioridade em que vivo, que me atrapalham os sentidos e a fala. Mas hei de afastar meu coração a um lugar mais reservado, onde o sinal esteja melhor e possamos conversar a sós, e eu possa melhor ouvir, do que somente querer falar e pedir.
Aliás, hoje, nada tenho a pedir, mas somente a agradecer!
E são tantas as coisas que tenho a agradecer-Te, tantas, tantas, que levarei um certo tempo penhorada na minha oração, por isso Jesus, silencio as inquietudes, fecho os meus olhos, abro o meu coração e te falo assim...    
  
Anastácia

Mensagem recebida na manhã do dia 27 de janeiro de 2015 pelo médium Jorge Antônio

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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

ESSES FILHOS DO MUNDO


Esses filhos do mundo


Não és semente plantada por mim. Mas vieste alimentar a minha vida em todos os sentidos e formas.
Não surgiste do meu ventre, mas foste do meu pensamento noite e dia.
As dores da gestação não as tive. As estocadas do teu movimento dentro de mim, não as pude sentir.    
Não residiste nas minhas entranhas, mas estiveste guardado na minha retina mesmo antes de existir.
Os nove meses de espera, nutrindo-o através do meu eu, não fui capaz de dar-te.
O primeiro choro, esse grito abismal daqueles que chegam a essa terra ingrata assustados, não estava lá para ouvir.
Nem pude doar-te o primeiro beijo de amor incondicional que as mães dão aos recém chegados ao mundo.
Daí que não pude abraçar-te para lhe suprir as primeiras carências e confortar-te de encontro ao meu peito.
Não, de nada disso tive privilégio.
Mas digo-te o que tive!
Tive noites insones quando febril debatia-te choroso e meu coração contigo chorava.
Não pude amamentar-te do meu seio, mas alimentei-te, não somente com os nutrientes para o pequeno corpo, ainda com os da grandeza da alma e dos sonhos.
Não te carreguei nos primeiros dias, carreguei-te durante todos os outros, da infância, quando jovem e já homem, pus-te no colo de toda a minha ternura.
Nossos sangues são diferentes? Penso que não, pois cada pequeno corte teu, minha boca beijou e assoprou tua seiva, intentando parar teu choro e meu amor foi bálsamo para essa e tantas outras cicatrizes que a vida te deu. A ti e a mim, talvez com maior dor que a tua própria, pois cada sofrer teu, era o meu em dobro!
E quando tu dizias querendo homenagear-me, “não tenho voz, pena que não sei cantar...”. Eu pensava, não sejas tolo filho, pois cada vez que dizes mamãe, cantas para mim com a voz de um anjo a maior melodia que meu frágil coração quer ouvir.
E tuas vitórias, assim como foram nas dores, eu as vivi cada instante e conquistei contigo todas as odes, em ti vivi os sonhos e as alegrias do namoro, juntos e inseparáveis conquistamos aquele diploma de médico.
E me disseste ainda moço, “Mãe como queria ser rico para doar-te o mundo!”, eu, lacrimosa de contentamento, pensava, sois bobo menino, já me deste o mundo!”. Àquele da felicidade de tê-lo como filho querido e nenhum tesouro pode comparar-se a esse, entronando em minha existência a generosidade da tua presença.
E quantas noites furtivas quedei-me a observar-te dormindo, acariciando-te os cabelos doirados na penumbra do quarto, lançando meu olhar aos céus para agradecer, “Ó Deus, obrigado por ele ser meu!”. Da mesma forma que tu necessitas do ar para viver, eu necessitei de ti para respirar.
Você meu filho foi um presente divino. Hoje sei que, mesmo os insignificantes como eu, são também mimoseados pelo amor do Pai, pois o nosso encontro foi uma definição do destino milagroso para que minha, antes triste vida, fosse ornada de alegrias.
Confesso que às vezes ouço os anjos sussurrarem aos meus ouvidos, “mãe adotiva que cuida e ama o filho abandonado por outra, é a bem querida por Jesus”. E me rio! Choro alegre e rio, dou risadas de aleluia.
E enquanto acaricio o teu rosto, percebo no espelho que o meu já vai encarquilhado pelos anos, mas sei que bem vividos, todos dedicados a amar-te até a última gota do meu cálice.
Não! Não chores por mim meu filho! Nem eu devo chorar! Choraria dessa não natural tragédia, de uma mãe ter que sepultar seu filho querido. Juro que não suportaria tal dor e morreria, mas o Bom Deus privou-me de algo assim. Então digo, um filho, sepultar a sua velha mãe de coração já fraco, é algo tão natural nessa vida. Assim, não chores, mas ao contrario, alegra-te porque já vou à frente preparar-te o lugar junto a Jesus. Plantarei as flores mais perfumadas na soleira da porta e aguardar-te-ei paciente, te vendo vencer os desafios da sua lida, sabendo que herdaste a educação fiel que reservei na alma doce e justa que conheço palmo a palmo.
Não chores por mim filho, chores por esses filhos sem mãe, ou, por essas pobres mulheres que abortaram ou abandonaram os seus filhos.
Não chores por mim querido, pois aqui parte uma alma satisfeita em ter vivido, com a certeza de no outro lado me espera a graça do dever cumprido, pois minha vida foi franqueada totalmente ao amor de ser mãe.
E posso dizer que tu és o meu filho legítimo. Talvez não daqueles nascidos do ventre, mas muitas mulheres pariram indignas de ser mãe. Tu és meu filho do coração, e, desse posto, jamais saíras. Serás sempre meu filho amado, e eu, a tua mãe querida!

Bendito Senhor, esses pais e mães adotivos que testemunham a pureza do teu amor, recebendo uma alma para cuidar e chamar de filho, pois adotar é gerar com o coração!          
            
Gildate
Mensagem recebida na mediúnica da FEIS, terça dia 29 de julho de 2014 pelo médium Jorge Antônio

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