quarta-feira, 22 de julho de 2015

AS EXPRESSÕES DO DOAR


As Expressões do Doar

Assim como a flecha bem lançada procura o alvo, nós todos procuramos o alvo das nossas intenções legitimas. Além de todas as aparências, além de todas as poses, das aquisições pessoais, do sucesso profissional, do prestígio e das capacidades que possuímos, carecemos da valorosa conquista íntima, única que haverá de nos satisfazer em plenitude.
Reencarnamos destinados a realizações e enquanto não dispusermos os nossos talentos e faculdades a cargo das realizações que importem à alma, estaremos sempre incompletos.   
Devemos reconhecer que, viver não é um ato isolado. É uma conexão, com o mundo onde interatuamos e com as pessoas que nos cercam. Precisamos uns dos outros, continuamente, por isso a nossa procura pala caridade, pois intimamente, mesmo no inconsciente, reconhecemos que ela seja a propulsora de sentimentos genuínos que nos permitirão a plenitude que infelizmente não se verifica em outras formas de conquistas humanas, quase sempre aparentes e temporárias.
Essas conquistas, quando comparadas as emoções geradas, estacionam no terreno das coisas mundanas, das quais não podemos contabilizar as aquisições ao espírito. Todas as conquistas que aprimoram a alma, “cortam” dela impulsos, vícios, preferências e atitudes egoístas. E qual, se não a maior, que “talhe” tão bem a alma ensinando-a tantos requisitos morais, como a caridade?
Porém, o mundo moderno nos dificulta o passo nesse sentido, pois engloba um sem número de exigências, fazendo crescer em nós as pressões e cobranças de toda sorte, dificultando com suas correrias e estresses, o atendimento do tempo próprio a estação das coisas relevantes a alma.
E muitos estão envolvidos tanto nessa correria diária, em busca do sucesso e do sustento, que nem se apercebem da rotina tão repetitiva em que vivem, sem atinar para a busca interior, despojando-se dos conceitos da sociedade sobre o que seja felicidade, libertando-se de tanta cobrança para alcança-la, descobrindo-a por outros meios legítimos ao espírito.
Há uma outra vertente, que procura avidamente nas religiões e filosofias os mecanismos, de todas as formas, por todos os meios, que lhes possibilite encontrar um elo com o mundo espiritual, na resposta tão aguardada ao vazio existencial que neles se manifesta.
De um lado temos os incréus e materialistas declarados, preocupadíssimos com as conquistas do hoje, de outro os religiosos e místicos, tão condicionados a interpretações humanas sobre a divindade, valorizando sempre mais o passado que o futuro do ser, infligindo-se com o peso constante das culpas. No meio deles um número reduzido de almas (se comparadas a esses dois grandes contingentes que vociferam suas certezas) que reconheceram a necessidade de se burilar, de procurar o entendimento consciencial, de retirar o véu que lhes cobre a visão de si mesmos, removendo a roupa que o mundo ajudou a vestir para a caminhada adequada de iluminar o íntimo, distinguindo na ação em favor do semelhante, a paz verdadeira e a felicidade real na importância incorruptível do doar.  
E não estamos falando da caridade material, sim da caridade moral, muito mais significativa e reveladora para o espírito.
Essa caridade autêntica não é outra senão o alvo que comentamos no início, o alvo que o espírito tanto tenta alcançar em cheio. Entre os aprendizados dispostos por ela, do inexperiente e vaidoso intercâmbio inicial com a caridade, até o entendimento das suas múltiplas expressões dilatando os próprios horizontes do ser, há uma grandíssima caminhada para o espírito humano vencer.
Poderia dizer que ela, a caridade, vive em nós como uma cobrança íntima, principalmente nos espíritas-cristãos, a cobrança da doação liga-se àquela do campo das realizações próprias. E muitas vezes, também engolfados nessa azáfama do mundo moderno, sentimo-nos asfixiados, sem tempo e sem recursos para doar como gostaríamos e tanto nos cobramos. A esses que assim se sentem, diríamos:
As formas de desdobrar o amor são inúmeras e sempre alicerçadas pela verdade do coração, sem qualquer outro interesse que não seja auxiliar e amar. Asseveramos que as maiores doações da alma, a genuína caridade, vem das coisas mais simples que sugestionam o espírito a crescer. Quando você descobre que tudo que precisa realmente para doar está dentro de você, deixa de buscar impacientemente por algo material para ser dado e passa a doar de si mesmo. Só então você entende a importância do seu tempo doado ao outro. A importância da atenção. Do Afeto. A doação de uma orientação salutar. De um esclarecimento importante na hora necessitada de uma explicação mais paciente. Entende a gravidade de um carinho na hora oportuna. Do respeito e da aceitação. Do não julgamento. Da postura de paz onde haja discórdias. Da palavra que confere o renovar dos ânimos ao abatido. Do olhar de aprovação a quem precisa do impulso do reconhecimento. Da inestimável compreensão dos erros alheios.
Enfim, todas elas e muitas outras, formas de doação, de caridade, que não podemos colocar preço monetário, nem embrulhar em papel de embalagem, nem dimensionarmos em valores meramente humanos, todas elas presentes verdadeiros, ações de bondade que nada custam e conferem a seus doadores reconhecimento entre as expressões legítimas da fraternidade, nos ligando, ainda da Terra, aos elos do amor divino e inesgotável desse Bondoso Pai.

Alfredo Dantas
Mensagem recebida na reunião mediúnica dos trabalhadores 
da FEIS na terça, dia 21 de julho de 2015 

quarta-feira, 8 de julho de 2015

CHOQUE EVOLUTIVO


Choque Evolutivo

Por mais que ansiemos por companhia e vivamos cercados de pessoas, cada um deverá percorrer de forma solitária, no silêncio profundo do íntimo, o desbravamento pessoal até atingir o ápice numa nova maneira de ver o mundo, de ser e sentir.
A escola Terra, onde possuímos um corpo emprestado, esse admirável instrumento evolutivo no instituto da reencarnação, nos possibilita compreender, ante as muitas necessidades impostas pela realidade física, de que não podemos fugir do exercício da conscientização.
Os sofrimentos humanos de várias matizes, desbastam nossas imperfeiçoes mais grosseiras, ajudando-nos com seus choques evolutivos a acelerarmos o despertar de novas realidades. Como nossa tendência espiritual é evoluir sempre e mais, não podemos estacionar num lugar comum, por isso o sofrimento, embora nunca bem recebido, é esse agente precioso e não há quem dele não necessite para acordar o ser aos impulsos mais generosos no exercício pleno da verdade e da solidariedade, que haverão de se manifestar, cedo ou tarde, no enfrentamento das adversidades.
Quando experimentamos em nós mesmos a dor, é mais difícil não nos sensibilizarmos com a dor do outro, reconhecendo assim que devemos percorrer diversos caminhos até distinguirmos que a resposta para nossas questões mais afligentes é o amor aos semelhantes. Não importa qual seja a pergunta, o amor será sempre a melhor resposta.
Precisamos nos lembrar que aqui nesse momento, vivemos de ecos do passado, refletidos em nós mesmos para nos colocar frente a frente com essa ocasião mágica do despertar.
No caminho vamos carregando pesos inúteis e acabamos por deixar de lado coisas tão simples e vamos nos enganando mais e mais a ponto de imaginarmos que estamos indo na direção certa por causa das nossas crenças e da nossa maneira individualista de julgar e ver as coisas e as pessoas, quando então necessitamos desses choques evolutivos que nos fazem olhar de dentro para fora e descobrir que estávamos vivendo na mesmice e reagindo por padrões já ultrapassados.
É quando podemos dar saltos de progresso, compreendendo o nosso envolvimento com a vida, nos empenhando para compreendermos os mecanismos que à abrange junto as relações entre espíritos compulsoriamente endividados e que necessitam, a base de todos os esforços, apoiarem-se mutuamente nos recursos do esclarecimento e do amor fraternal.  
Combata os seus temores exercitando a confiança, combata os seus vícios exercitando a sua razão, empenhe-se por identificar e vencer suas próprias mazelas, medos e vícios, pois cada um de nós têm questões a serem trabalhadas, bastante adiadas e nosso empenho nesse sentido fatalmente despertará impulsos cada vez maiores de renovação.
Inegavelmente ninguém poderá fazer isso por nós, nenhum livro, nenhum conselho ou mensagem, por mais clara e objetiva que seja, poderá nos corrigir os passos se não  nos dispusermos ao esforço hercúleo de nos conhecer devidamente, a ponto de assumirmos, pelo menos para nós mesmos, os nossos defeitos, nos conscientizando da necessidade indispensável de considerarmos as vantagens importantes em amadurecermos corrigindo-os.
Resta-nos agir, trabalhar o íntimo abandonando o acomodamento e a imagem refletida pelo ego, menos palavras e mais ação nesse sentido. Antes que surjam cobranças cármicas ainda mais penosas, representadas por dissabores duros, podemos comandar a nossa vida na atitude do despertar.    
Enquanto lermos algo desse tipo e pensarmos imediatamente que essa mensagem foi dirigida a outro alguém e não a nós, ainda falta a justa percepção de quem somos e do quanto necessitamos investir em nós mesmos para nos habilitarmos ao amor maior, tão desprovido de realces elevados e tão confundido na Terra, entendendo definitivamente a finalidade da nossa jornada humana.      
   

Fausto
Mensagem recebida na terça, dia 07 de julho de 2015, pelo médium Jorge Antônio