A Revisão
dos nossos atos
Aqueles que se encontram junto ao Espiritismo possuem
estímulos ideais para resolverem no íntimo todas as viciações que os levaram as
quedas do ontem, equilibrando-as através dos esclarecimentos que a Doutrina fornece
a alma junto às mudanças que motiva.
Nos terrenos sinuosos da existência carnal é que a
lucidez e a maturidade emocional serão testadas e não haverá melhor momento que
esse, junto às ofertas do Espiritismo, para se fazer uma “faxina” no íntimo.
Somente um obstáculo entretanto pode impedir o espírito de vencer a luta do
reformar-se. A presunção acerca de si mesmo.
Voltemos a Judéia ao tempo de Jesus e tracemos um
rápido perfil sobre os judeus daquela época. Profundo conhecedores das
escrituras, estudiosos e respeitadores das leis, religiosos de fé e adoradores
do Criador único, primeiros reformadores da mentalidade primitiva e politeísta
do mundo que esperavam ansiosos pelo Messias prometido. Como vemos, tinham no
seio da sua sociedade já preparadas todas as ferramentas para a aceitação do
Cristianismo, evolucionando a humanidade se assim consentissem.
Mas o que os fez perder a oportunidade ímpar de
receber a anistia através do amor? O que os cegou, tornando-os incapazes de ver
as obras manifestas do bem? O que teria endurecido seus corações a ponto de
verem no Cristo manso um perturbador da ordem social, crucificando aquele que
lhes trazia a salvação?
Não há outra resposta principal que não seja essa: o
orgulho, esse câncer que persegue os seres humanos, adoentando as almas a ponto
de transfigurar as personalidades, tornando-as incoerentes e sujeitas as ações
intoleráveis que elas mesmas desaprovam. É ele o principal responsável pela
derrocada humana.
Passados tantos séculos o orgulho continua insinuando
as criaturas a descerem ao patamar de indigentes do equilíbrio psíquico tão
requisitado ao avanço do tempo e ao progresso das criaturas.
Introspectivamente devemos parar e pensar que as vezes
julgamos improcedente aquilo mesmo que nos faria crescer e mudar. Que rejeitamos
exatamente aquilo que nos contraria a imaturidade. Assim como não se entende
verdadeiramente o desígnio dessas palavras e elas fenecem sem sentido.
Sendo assim, por que será que a Espiritualidade, de
forma repetitiva, toca no mesmo assunto delicado que insufla os ânimos e
desnutre as atenções?
E porque será que, diante dos esclarecimentos do
Cristianismo redivivo, mapeando para as criaturas o perfil psicológico das
almas equilibradas, falta conscientização para reconhecer que essa mensagem não
é dirigida ao outro, como sempre pensamos, mas é repetida para nós mesmos,
dirigida ao nosso íntimo para que façamos o quanto antes o desnudar das nossas
projeções fantasiosas acerca do que acreditamos ser.
Diante das oportunidades do Espiritismo os que melhores
usufruem do seu esclarecimento não são aqueles que têm a consciência do quanto
sabem, mas sim aqueles que procuram rever continuamente a sua maneira de viver
a vida e reagir equilibradamente, pois são eles que encontram a sabedoria.
Asseveramos que a fila de espíritas fracassados, que
acreditavam-se possuidores dos dotes do serviço grandiloquente é grande. Raros apesar
disso são aqueles que vencem apenas 20% das tarefas que vieram dar curso na remissão
dos próprios erros do passado inglório. E com excesso isso não diz respeito à
quantidade de tarefas abraçadas e sim a forma de conduzi-las.
Então, o que nos leva a crer que já somos merecedores
dos “talentos” reservados aqueles que os não esconderam sobre o solo? Muitas
vezes os comportamentos descabidos e contraditórios diante de determinadas ações
nos apontam quem realmente somos, resta-nos querer entender que necessitamos
mudar.
Continua sendo ele o orgulho que nos coloca nos
pedestais da própria soberba.
Hoje no lado de cá como participantes dessa grande
família espírita destinada a aquecer o amor na Terra dando novas diretrizes ao
Planeta, melhor aquilatamos quão pequenas são as “picuinhas” humanas, os ranços
das personalidades e as superficialidades dos caracteres.
Será que estamos sendo duros tocando assim nesse
assunto de delicada atmosfera dentro da casa espírita, bem no meio dos que nela
servem? Será que estamos a cobrar demais daqueles que obram por amor a uma mesma
causa?
Como dissemos, muitos acreditam que tais e tais
palavras não lhes cabem, que elas devem ser endereçadas ao outro. Todavia as
repetições se avolumam para que acordem as consciências todas. Os interesses
principais dos nossos conselhos são para que as contestações cessem e as
características doentias das personalidades venham a se tornar relíquias únicas
daquele tempo de Jesus.
Recentemente foi pedido por ordem superior um raio-X
das Casas Espíritas e nossa querida Scheilla designou algumas equipes para
minudenciar esses relatos instrutivos e esclarecedores do nosso movimento,
úteis ao nosso progresso como equipe de trabalhadores.
O raio-X logo revela as reminiscências do orgulho
imiscuindo-se sorrateiro entre os confrades nos núcleos da Terra. Com
facilidade foram registradas malquerença e injúrias entre os irmãos, ciúmes
bobos, contendas entre egos, antipatias de toda sorte grassando a vista de
qualquer bom observador, como vaidades de todos os graus, tipos e envolvimento.
Verdade que palavras bonitas estão sendo disseminadas, mas os próprios divulgadores
delas demonstram a nós, que os acompanhamos do invisível, que não seguem aquilo
que professam. Muitos guardam nos corações rancor, melindres tolos que
dificultam o convívio. As mentes registram acontecimentos fortuitos e reservam
a eles animosidades por longo tempo. Certas individualidades querem ver
satisfeitas as suas projeções de valor, ou, se frustram. As aparências são bem
nutridas como se a varredura devesse ser feita para debaixo dos tapetes, porém,
quando descem as cortinas auscultamos as “fofoquinhas”, os ataques gratuitos
aos irmãos ausentes, a má vontade em relação ao outro, as aproximações com
interesse no próprio divagar do personalismo e, é claro, as rejeições
instantâneas, os julgamentos precipitados, os achaques de toda ordem
assinalando para os bons entendedores que, continua sim entre nós, o orgulho,
alastrando-se desimpedido. O que nos falta? Faltam-nos ouvirmos a consciência
mais vezes, para que as vozes educativas dos Guias possam surtir maior efeito
nessa autotransformação tão ansiada por todo espírita sério.
Reflexionando veremos que, certos sentimentos,
conversações e atos não cabem na casa espírita. E é verdade, nem fora dela.
Sabemos das dificuldades em dirigir uma casa espírita,
levando semanalmente a balança os ânimos para reequilibrá-los, amainando os
ímpetos e equalizando as emoções entre tantos trabalhadores, que se esquecem
que, servir a Jesus significa tantas vezes anular-se, esquecendo imediatamente
do próprio eu para engrandecer o servir genuíno através da tolerância, do
respeito, da amizade, da paciência, da singeleza do afeto não fingido e da
preocupação mútua com os companheiros.
Observação oportuna, o melhor espelho é aquele que nos
aponta os erros deslembrados.
Que o Querido Amigo e Médico das almas nos corrija os
impulsos e nos faça esquecer do ingrato orgulho.
Que assim seja!
Alberto
Fonseca
Mensagem recebida na mediúnica da FEIS na terça-feira
dia 08 de setembro de 2013 pelo médium Jorge Antônio
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