quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A REVISÃO DOS NOSSOS ATOS




A Revisão dos nossos atos

Aqueles que se encontram junto ao Espiritismo possuem estímulos ideais para resolverem no íntimo todas as viciações que os levaram as quedas do ontem, equilibrando-as através dos esclarecimentos que a Doutrina fornece a alma junto às mudanças que motiva.
Nos terrenos sinuosos da existência carnal é que a lucidez e a maturidade emocional serão testadas e não haverá melhor momento que esse, junto às ofertas do Espiritismo, para se fazer uma “faxina” no íntimo. Somente um obstáculo entretanto pode impedir o espírito de vencer a luta do reformar-se. A presunção acerca de si mesmo.     
Voltemos a Judéia ao tempo de Jesus e tracemos um rápido perfil sobre os judeus daquela época. Profundo conhecedores das escrituras, estudiosos e respeitadores das leis, religiosos de fé e adoradores do Criador único, primeiros reformadores da mentalidade primitiva e politeísta do mundo que esperavam ansiosos pelo Messias prometido. Como vemos, tinham no seio da sua sociedade já preparadas todas as ferramentas para a aceitação do Cristianismo, evolucionando a humanidade se assim consentissem.
Mas o que os fez perder a oportunidade ímpar de receber a anistia através do amor? O que os cegou, tornando-os incapazes de ver as obras manifestas do bem? O que teria endurecido seus corações a ponto de verem no Cristo manso um perturbador da ordem social, crucificando aquele que lhes trazia a salvação?
Não há outra resposta principal que não seja essa: o orgulho, esse câncer que persegue os seres humanos, adoentando as almas a ponto de transfigurar as personalidades, tornando-as incoerentes e sujeitas as ações intoleráveis que elas mesmas desaprovam. É ele o principal responsável pela derrocada humana.
Passados tantos séculos o orgulho continua insinuando as criaturas a descerem ao patamar de indigentes do equilíbrio psíquico tão requisitado ao avanço do tempo e ao progresso das criaturas.
Introspectivamente devemos parar e pensar que as vezes julgamos improcedente aquilo mesmo que nos faria crescer e mudar. Que rejeitamos exatamente aquilo que nos contraria a imaturidade. Assim como não se entende verdadeiramente o desígnio dessas palavras e elas fenecem sem sentido.
Sendo assim, por que será que a Espiritualidade, de forma repetitiva, toca no mesmo assunto delicado que insufla os ânimos e desnutre as atenções?
E porque será que, diante dos esclarecimentos do Cristianismo redivivo, mapeando para as criaturas o perfil psicológico das almas equilibradas, falta conscientização para reconhecer que essa mensagem não é dirigida ao outro, como sempre pensamos, mas é repetida para nós mesmos, dirigida ao nosso íntimo para que façamos o quanto antes o desnudar das nossas projeções fantasiosas acerca do que acreditamos ser.
Diante das oportunidades do Espiritismo os que melhores usufruem do seu esclarecimento não são aqueles que têm a consciência do quanto sabem, mas sim aqueles que procuram rever continuamente a sua maneira de viver a vida e reagir equilibradamente, pois são eles que encontram a sabedoria.              
Asseveramos que a fila de espíritas fracassados, que acreditavam-se possuidores dos dotes do serviço grandiloquente é grande. Raros apesar disso são aqueles que vencem apenas 20% das tarefas que vieram dar curso na remissão dos próprios erros do passado inglório. E com excesso isso não diz respeito à quantidade de tarefas abraçadas e sim a forma de conduzi-las.
Então, o que nos leva a crer que já somos merecedores dos “talentos” reservados aqueles que os não esconderam sobre o solo? Muitas vezes os comportamentos descabidos e contraditórios diante de determinadas ações nos apontam quem realmente somos, resta-nos querer entender que necessitamos mudar.
Continua sendo ele o orgulho que nos coloca nos pedestais da própria soberba.
Hoje no lado de cá como participantes dessa grande família espírita destinada a aquecer o amor na Terra dando novas diretrizes ao Planeta, melhor aquilatamos quão pequenas são as “picuinhas” humanas, os ranços das personalidades e as superficialidades dos caracteres.
Será que estamos sendo duros tocando assim nesse assunto de delicada atmosfera dentro da casa espírita, bem no meio dos que nela servem? Será que estamos a cobrar demais daqueles que obram por amor a uma mesma causa?
Como dissemos, muitos acreditam que tais e tais palavras não lhes cabem, que elas devem ser endereçadas ao outro. Todavia as repetições se avolumam para que acordem as consciências todas. Os interesses principais dos nossos conselhos são para que as contestações cessem e as características doentias das personalidades venham a se tornar relíquias únicas daquele tempo de Jesus.
Recentemente foi pedido por ordem superior um raio-X das Casas Espíritas e nossa querida Scheilla designou algumas equipes para minudenciar esses relatos instrutivos e esclarecedores do nosso movimento, úteis ao nosso progresso como equipe de trabalhadores.
O raio-X logo revela as reminiscências do orgulho imiscuindo-se sorrateiro entre os confrades nos núcleos da Terra. Com facilidade foram registradas malquerença e injúrias entre os irmãos, ciúmes bobos, contendas entre egos, antipatias de toda sorte grassando a vista de qualquer bom observador, como vaidades de todos os graus, tipos e envolvimento. Verdade que palavras bonitas estão sendo disseminadas, mas os próprios divulgadores delas demonstram a nós, que os acompanhamos do invisível, que não seguem aquilo que professam. Muitos guardam nos corações rancor, melindres tolos que dificultam o convívio. As mentes registram acontecimentos fortuitos e reservam a eles animosidades por longo tempo. Certas individualidades querem ver satisfeitas as suas projeções de valor, ou, se frustram. As aparências são bem nutridas como se a varredura devesse ser feita para debaixo dos tapetes, porém, quando descem as cortinas auscultamos as “fofoquinhas”, os ataques gratuitos aos irmãos ausentes, a má vontade em relação ao outro, as aproximações com interesse no próprio divagar do personalismo e, é claro, as rejeições instantâneas, os julgamentos precipitados, os achaques de toda ordem assinalando para os bons entendedores que, continua sim entre nós, o orgulho, alastrando-se desimpedido. O que nos falta? Faltam-nos ouvirmos a consciência mais vezes, para que as vozes educativas dos Guias possam surtir maior efeito nessa autotransformação tão ansiada por todo espírita sério.
Reflexionando veremos que, certos sentimentos, conversações e atos não cabem na casa espírita. E é verdade, nem fora dela.
Sabemos das dificuldades em dirigir uma casa espírita, levando semanalmente a balança os ânimos para reequilibrá-los, amainando os ímpetos e equalizando as emoções entre tantos trabalhadores, que se esquecem que, servir a Jesus significa tantas vezes anular-se, esquecendo imediatamente do próprio eu para engrandecer o servir genuíno através da tolerância, do respeito, da amizade, da paciência, da singeleza do afeto não fingido e da preocupação mútua com os companheiros.
Observação oportuna, o melhor espelho é aquele que nos aponta os erros deslembrados.
Que o Querido Amigo e Médico das almas nos corrija os impulsos e nos faça esquecer do ingrato orgulho.                                

Que assim seja!

Alberto Fonseca

Mensagem recebida na mediúnica da FEIS na terça-feira dia 08 de setembro de 2013 pelo médium Jorge Antônio

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