quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

UM JOVEM APAIXONADO POR HITLER (leia para entender)

Um dos maiores absurdos da humanidade


Um Jovem apaixonado por Hitler

Milhares de pessoas mostram-se chocadas, assombradas mesmo como o povo alemão deixou-se fascinar pela figura de Hitler e os devaneios do Nazismo.
Eu confesso, fui um deles, e, gostaria de explicar como atingi esse fascínio, o mesmo que cegou milhares de pessoas.
A Alemanha depois da primeira guerra enfrentava o pior período econômico da sua história. Rechaçada no seu orgulho como pátria, enfrentava inúmeras dificuldade de crescimento, sendo obrigada a pagar dívidas de guerra as outras nações. Foi-lhe imputado inúmeras sanções econômicas que impediam seu crescimento e levava o povo ao desespero. Os alemães estava envergonhados, oprimidos pelas medidas econômicas repressivas, os empregos eram escassos. A realidade dura das ruas contribuía para as novas políticas radicais, muitos já apoiavam o comunismo e o nazismo começou a ganhar força exatamente quando Hitler apareceu nesse momento de fragilidade, apresentando novo ânimo a nação germânica, prometendo restaurar a auto-estima alemã.
O partido Nazista apresentou-se a sociedade como o salvador da pátria arruinada, aquele que lutaria contra os inimigos que queriam destruir a integridade alemã, descrito inicialmente como um partido nacionalista de direita, que combateria as atrocidades já propagadas pelo Bolchevismo e pelo capital financeiro manipulado pelos judeus. 
Precisamos nesse momento reconhecer a força da propaganda, notadamente a poderosa e enganosa propaganda psicológica nazista, que contribuiu para formar mentalidades na direção planejada. Ontem como hoje ela cria escravos e conduz opiniões formando massas que piamente acreditam naquilo que lhes é divulgado, de forma bem tencionada na difusão de ideias, transformando-as em algo que se alastra e atesta a ingenuidade pública.
Foi assim que o nazismo tomou de sobressalto a nação, fazendo de crianças, jovens, adultos e velhos, verdadeiros adoradores daquele que representava o vigor alemão, o retorno a opulência e ao respeito das nações européias, o “salvador da Alemanha decaída”, Hitler!
Muito bem orquestrada, servindo-se de golpes e articulações políticas bandidas, que sempre imperam nos arcabouços da gerência das nações, a propaganda nazista foi uma verdadeira lavagem cerebral. Por meio de impressos muito bem redigidos, por programas de rádio persuasivos, repetitivos em conclamar os jovens a unirem-se aos idealismos do partido, através de filmes inteligentemente editados mostrando o poderio alemão e a necessidade de maior segurança da nação e, principalmente, pela figura apoteótica do “Fuhrer”. Hitler se mostrou um orador capaz de arrebatar as massas, sabia como ninguém manter as mentes presas às suas “mensagens de comando”, fascinando a todos. Usava de uma teatralidade sem igual, seus gestos deslumbravam a todos, impunha vigor e autoridade na voz, ao mesmo tempo que demonstrava um amor nacionalista jamais visto por qualquer outro líder, gritando por uma Alemanha livre, superior e pura. 
A farsa anti-semita foi uma forma de propagar o ódio àqueles que tinham o domínio financeiro da época e assim financiar a ascensão do próprio partido nazista, pelo meio da espoliação dos bens dos judeus ricos, considerados por Hitler avaros e maior responsáveis pela crise econômica alemã. Depois disso o partido cresceu e fortificou-se monetariamente.
Assim a velha Alemanha viu-se entre a realidade eminente do comunismo e as vertentes do capitalismo inseguro, projetada nas feições dos judeus alemães e poloneses, descobrindo no nazismo bem propagandeado o que parecia a liberdade econômica e progressista, fatalmente levando ao fanatismo da nação.
Ainda criança em Nuremberg (cidade Alemã) recebia de meu pai as histórias acerca de Hitler, que nos era apresentado como um verdadeiro messias, um novo rei que chegara para salvar a Alemanha e instituir a raça nórdico-ariana como a mais nobre e inteligente do globo. Alguém que patrocinaria a cultura e a educação do nosso povo.
E o que as mentes jovens como a nossa poderiam fazer diante dessa propaganda glamorosa, que vinha não só das ruas, mas do próprio seio familiar?
As atrocidades praticadas pelo nazismo e pela policia especial de Hitler, a SS, não eram divulgadas ao povo alemão, aliás, eram muito bem camufladas e proibidos quaisquer comentários acerca disso. Para nós só nos mostravam o lado bom, uma nova Alemanha que progredia sem os problemas financeiros de outrora. Na verdade o nazismo com sua forma alegórica, cheio de símbolos, rico e fascinante nos parecia a nova Roma e Hitler, um novo César, ao qual todos nós deveríamos reverenciar e amar.
Ainda lembro do primeiro comício que fui assistir com a minha família. E devo descrever alguns detalhes desse dia para que todos reconheçam a força imagética daquele momento na história. O povo alemão reuniu-se ao milhares. Todos vestiam as suas melhores roupas, como atendessem a uma festa de gala. As ruas estavam milimetricamente decoradas com os símbolos nazistas de forma imponente. No alto dos prédios víamos flâmular as bandeiras enormes com a suástica. Tudo impecavelmente ornamentado, parecia uma festa organizada para um rei. A guarda desfilava imaculável, os uniformes tão bem aplicados. Para nós jovens pareciam as vestimentas dos super-heróis. Quem naquele momento não desejaria ser um oficial do exercito de Hitler, com todo aquele garbo e supremacia? Para nós moços essa era a fantasia e discutíamos sobre tal e tal façanhas que empreenderíamos. Eles marchavam em concorde, numa harmonia sem igual, parecia um balé sem erros de compasso. Tudo era grandioso, descomunal, majestoso e muito bem orquestrado.  
Por horas a multidão aguardava impaciente o momento para ver e ouvir o seu “Fuhrer”, o nosso salvador. Assim nos foi imanado. Nunca jamais eu tinha visto uma festa naquelas proporções, era um arrebatamento sem igual. E o carisma dele, de Hitler, foi algo inexprimível, tão contagiante que não posso esquecer.
Lembro quando a polícia da SS entrou na avenida escoltando-o, a manifestação popular foi enorme.  O carro negro e imponente de Hitler parou na frente do palanque. Vimos os oficiais saírem e abrirem um corredor lado a lado. Na frente, sozinho, caminhou Hitler ovacionado pelo povo. As pessoas enlouquecidas queriam vê-lo e reverenciá-lo. Todos colocaram as mãos para cima e gritavam “Heil Hitler”, “Heil Hitler”, numa única e ensurdecedora voz.
Quando ele levantou a mão, o silêncio se fez. Ao abrir a boca eu soube que estava ali o meu chefe, o guia da Alemanha, o nosso rei.
II
  Pronto mostrei-lhes o lado da fascinação e do engano desse lamentável episódio da nossa história, que levou o povo alemão a cegueira e ao deslumbramento apoiado por muitas mentiras e fantasias de grandeza. Não posso dizer que não compactuamos de certa maneira com a loucuras do nazismo, mas foi a ingenuidade na verdade que ludibriou a muitos, como no meu caso propriamente.
Mesmo quando soube das atrocidades dos campos de concentração, dos genocídios que aconteciam em “Auschwitz”, das atrocidades e barbaridades do exército a comando de Hitler, eu não pude crer. Inicialmente acreditávamos tratar-se de uma propaganda inimiga enganosa. Até mesmo quando vazaram as fotos jornalísticas neguei-me a acreditar. Muitos diziam que eram montagens patrocinadas pelos russos e britânicos. Porém a verdade não pode ficar oculta por muito tempo. Logo mostrou-se patente o domínio da maldade e o declínio do gênio louco de Hitler.
Sofri muito com a minha ingenuidade e estupidez. Pouco  a pouco fui entendendo que o meu herói da infância não passava do monstro da juventude. Nessa mesma Alemanha fascinada pelo poder e glória do nazismo, viviam muitas almas boas e simples, que não cederam as iniquidades do Nazismo. Hitler na verdade não enganou e destruiu outras nações com seu totalitarismo desvairado, ele igualmente destruiu o povo e a honra dos alemães pacíficos.
Desencarnei vitimado por um bombardeio Inglês que atingiu nossa casa e vizinhança. Hoje olho o presente ligando-o ao passado recente. Quantas nações por aí controladas por impostores que a propaganda fazem parecer homens de bem.
Mas uma pergunta fica no ar, onde estão os “guerreiros” alemães e os judeus violentados? Muitos dos que sofreram as perseguições e horrores do holocausto, estão ainda prisioneiros do ódio no mundo espiritual. Outros reencarnaram no Brasil, Pátria do Amor e do Evangelho, estão aprendendo a se livrar dessa carga odiosa.
Infelizes Nazistas que hoje sofrem bastante pelo que fizeram lá trás. Nascem em corpos enfermos, dementados tendo a idiotia dominante, muitos apresentam problemas respiratórios seriíssimos, deformidades congênitas, epilepsia gravada na alma, quando não, são criaturas esquálidas que vivem penando com a inanição nas ruas dos países pobres. Mutilados, passam por todo tipo de tortura física e psicológica pelos crimes horrendos que cometeram. Grande parte deles ainda se encontra nos abismos profundos da dor no mundo espiritual, vegetando e prisioneiros de deformidades perispirituais intraduzíveis.
Somente o amor poderá apagar de forma benfazeja todos os registros de horror e os maléficos depositados no seio da humanidade por ordem da insensatez proveniente do nazismo.
Mas os alemães enganados relembram e sofrem o lastimável episódio. Hoje os que são movidos somente pelo amor engrossam as fileiras do bem com unidade Cristã, na tentativa de curar essa tendência bélica que acompanha o homem por milênios.
Pedimos ao Cristo Amado que nos possibilite reparar os nossos erros e não permita ao homem incorrer novamente em engano tão grave como esse de patrocinar outra guerra mundial.      
    
Franz 

Mensagem psicografada na mediúnica da FEIS em 26 de novembro de 2013 pelo médium Jorge Antônio

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