Um dos maiores absurdos da humanidade
Um Jovem
apaixonado por Hitler
Milhares de pessoas
mostram-se chocadas, assombradas mesmo como o povo alemão deixou-se fascinar
pela figura de Hitler e os devaneios do Nazismo.
Eu confesso, fui um deles,
e, gostaria de explicar como atingi esse fascínio, o mesmo que cegou milhares
de pessoas.
A Alemanha depois da
primeira guerra enfrentava o pior período econômico da sua história. Rechaçada
no seu orgulho como pátria, enfrentava inúmeras dificuldade de crescimento,
sendo obrigada a pagar dívidas de guerra as outras nações. Foi-lhe imputado
inúmeras sanções econômicas que impediam seu crescimento e levava o povo ao
desespero. Os alemães estava envergonhados, oprimidos pelas medidas econômicas
repressivas, os empregos eram escassos. A realidade dura das ruas contribuía
para as novas políticas radicais, muitos já apoiavam o comunismo e o nazismo
começou a ganhar força exatamente quando Hitler apareceu nesse momento de
fragilidade, apresentando novo ânimo a nação germânica, prometendo restaurar a auto-estima
alemã.
O partido Nazista
apresentou-se a sociedade como o salvador da pátria arruinada, aquele que
lutaria contra os inimigos que queriam destruir a integridade alemã, descrito
inicialmente como um partido nacionalista de direita, que combateria as
atrocidades já propagadas pelo Bolchevismo e pelo capital financeiro manipulado
pelos judeus.
Precisamos nesse momento
reconhecer a força da propaganda, notadamente a poderosa e enganosa propaganda psicológica nazista, que contribuiu para formar
mentalidades na direção planejada. Ontem como hoje ela cria escravos e conduz
opiniões formando massas que piamente acreditam naquilo que lhes é divulgado,
de forma bem tencionada na difusão de ideias, transformando-as em algo que se alastra
e atesta a ingenuidade pública.
Foi assim que o nazismo
tomou de sobressalto a nação, fazendo de crianças, jovens, adultos e velhos,
verdadeiros adoradores daquele que representava o vigor alemão, o retorno a
opulência e ao respeito das nações européias, o “salvador da Alemanha decaída”,
Hitler!
Muito bem orquestrada,
servindo-se de golpes e articulações políticas bandidas, que sempre imperam nos
arcabouços da gerência das nações, a propaganda nazista foi uma verdadeira
lavagem cerebral. Por meio de impressos muito bem redigidos, por programas de
rádio persuasivos, repetitivos em conclamar os jovens a unirem-se aos
idealismos do partido, através de filmes inteligentemente editados mostrando o
poderio alemão e a necessidade de maior segurança da nação e, principalmente,
pela figura apoteótica do “Fuhrer”.
Hitler se mostrou um orador capaz de arrebatar as massas, sabia como ninguém
manter as mentes presas às suas “mensagens de comando”, fascinando a todos.
Usava de uma teatralidade sem igual, seus gestos deslumbravam a todos, impunha
vigor e autoridade na voz, ao mesmo tempo que demonstrava um amor nacionalista
jamais visto por qualquer outro líder, gritando por uma Alemanha livre,
superior e pura.
A farsa anti-semita foi uma
forma de propagar o ódio àqueles que tinham o domínio financeiro da época e
assim financiar a ascensão do próprio partido nazista, pelo meio da espoliação
dos bens dos judeus ricos, considerados por Hitler avaros e maior responsáveis
pela crise econômica alemã. Depois disso o partido cresceu e fortificou-se
monetariamente.
Assim a velha Alemanha
viu-se entre a realidade eminente do comunismo e as vertentes do capitalismo
inseguro, projetada nas feições dos judeus alemães e poloneses, descobrindo no
nazismo bem propagandeado o que parecia a liberdade
econômica e progressista, fatalmente levando ao fanatismo da nação.
Ainda criança em Nuremberg (cidade Alemã) recebia de meu
pai as histórias acerca de Hitler, que nos era apresentado como um verdadeiro
messias, um novo rei que chegara para salvar a Alemanha e instituir a raça
nórdico-ariana como a mais nobre e inteligente do globo. Alguém que
patrocinaria a cultura e a educação do nosso povo.
E o que as mentes jovens
como a nossa poderiam fazer diante dessa propaganda glamorosa, que vinha não só
das ruas, mas do próprio seio familiar?
As atrocidades praticadas
pelo nazismo e pela policia especial de Hitler, a SS, não eram divulgadas ao
povo alemão, aliás, eram muito bem camufladas e proibidos quaisquer comentários
acerca disso. Para nós só nos mostravam o lado bom, uma nova Alemanha que progredia
sem os problemas financeiros de outrora. Na verdade o nazismo com sua forma
alegórica, cheio de símbolos, rico e fascinante nos parecia a nova Roma e
Hitler, um novo César, ao qual todos nós deveríamos reverenciar e amar.
Ainda lembro do primeiro
comício que fui assistir com a minha família. E devo descrever alguns detalhes
desse dia para que todos reconheçam a força imagética daquele momento na
história. O povo alemão reuniu-se ao milhares. Todos vestiam as suas melhores
roupas, como atendessem a uma festa de gala. As ruas estavam milimetricamente
decoradas com os símbolos nazistas de forma imponente. No alto dos prédios
víamos flâmular as bandeiras enormes com a suástica. Tudo impecavelmente
ornamentado, parecia uma festa organizada para um rei. A guarda desfilava
imaculável, os uniformes tão bem aplicados. Para nós jovens pareciam as
vestimentas dos super-heróis. Quem naquele momento não desejaria ser um oficial
do exercito de Hitler, com todo aquele garbo e supremacia? Para nós moços essa
era a fantasia e discutíamos sobre tal e tal façanhas que empreenderíamos. Eles
marchavam em concorde, numa harmonia sem igual, parecia um balé sem erros de
compasso. Tudo era grandioso, descomunal, majestoso e muito bem orquestrado.
Por horas a multidão
aguardava impaciente o momento para ver e ouvir o seu “Fuhrer”, o nosso salvador. Assim nos foi imanado. Nunca jamais eu tinha
visto uma festa naquelas proporções, era um arrebatamento sem igual. E o
carisma dele, de Hitler, foi algo inexprimível, tão contagiante que não posso
esquecer.
Lembro quando a polícia da
SS entrou na avenida escoltando-o, a manifestação popular foi enorme. O carro negro e imponente de Hitler
parou na frente do palanque. Vimos os oficiais saírem e abrirem um corredor
lado a lado. Na frente, sozinho, caminhou Hitler ovacionado pelo povo. As
pessoas enlouquecidas queriam vê-lo e reverenciá-lo. Todos colocaram as mãos
para cima e gritavam “Heil Hitler”, “Heil Hitler”, numa única e
ensurdecedora voz.
Quando ele levantou a mão, o
silêncio se fez. Ao abrir a boca eu soube que estava ali o meu chefe, o guia da
Alemanha, o nosso rei.
II
Pronto mostrei-lhes o lado da fascinação e do engano desse lamentável
episódio da nossa história, que levou o povo alemão a cegueira e ao
deslumbramento apoiado por muitas mentiras e fantasias de grandeza. Não posso
dizer que não compactuamos de certa maneira com a loucuras do nazismo, mas foi
a ingenuidade na verdade que ludibriou a muitos, como no meu caso propriamente.
Mesmo quando soube das
atrocidades dos campos de concentração, dos genocídios que aconteciam em
“Auschwitz”, das atrocidades e barbaridades do exército a comando de Hitler, eu
não pude crer. Inicialmente acreditávamos tratar-se de uma propaganda inimiga
enganosa. Até mesmo quando vazaram as fotos jornalísticas neguei-me a
acreditar. Muitos diziam que eram montagens patrocinadas pelos russos e
britânicos. Porém a verdade não pode ficar oculta por muito tempo. Logo
mostrou-se patente o domínio da maldade e o declínio do gênio louco de Hitler.
Sofri muito com a minha
ingenuidade e estupidez. Pouco a
pouco fui entendendo que o meu herói da infância não passava do monstro da
juventude. Nessa mesma Alemanha fascinada pelo poder e glória do nazismo,
viviam muitas almas boas e simples, que não cederam as iniquidades do Nazismo.
Hitler na verdade não enganou e destruiu outras nações com seu totalitarismo
desvairado, ele igualmente destruiu o povo e a honra dos alemães pacíficos.
Desencarnei vitimado por um
bombardeio Inglês que atingiu nossa casa e vizinhança. Hoje olho o presente
ligando-o ao passado recente. Quantas nações por aí controladas por impostores que a propaganda fazem parecer
homens de bem.
Mas uma pergunta fica no ar,
onde estão os “guerreiros” alemães e
os judeus violentados? Muitos dos que sofreram as perseguições e horrores do
holocausto, estão ainda prisioneiros do ódio no mundo espiritual. Outros reencarnaram
no Brasil, Pátria do Amor e do Evangelho, estão aprendendo a se livrar dessa
carga odiosa.
Infelizes Nazistas que hoje
sofrem bastante pelo que fizeram lá trás. Nascem em corpos enfermos, dementados
tendo a idiotia dominante, muitos apresentam problemas respiratórios
seriíssimos, deformidades congênitas, epilepsia gravada na alma, quando não,
são criaturas esquálidas que vivem penando com a inanição nas ruas dos países
pobres. Mutilados, passam por todo tipo de tortura física e psicológica pelos
crimes horrendos que cometeram. Grande parte deles ainda se encontra nos
abismos profundos da dor no mundo espiritual, vegetando e prisioneiros de
deformidades perispirituais intraduzíveis.
Somente o amor poderá apagar
de forma benfazeja todos os registros de horror e os maléficos depositados no
seio da humanidade por ordem da insensatez proveniente do nazismo.
Mas os alemães enganados
relembram e sofrem o lastimável episódio. Hoje os que são movidos somente pelo
amor engrossam as fileiras do bem com unidade Cristã, na tentativa de curar
essa tendência bélica que acompanha o homem por milênios.
Pedimos ao Cristo Amado que
nos possibilite reparar os nossos erros e não permita ao homem incorrer
novamente em engano tão grave como esse de patrocinar outra guerra mundial.
Franz
Mensagem psicografada na
mediúnica da FEIS em 26 de novembro de 2013 pelo médium Jorge
Antônio
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