“Ave de Luz, Ave Maria”!
Deus, Criador
Piedoso e Onisciente sabia da necessidade de um modelo de Redenção para salvar
o homem da sua rudeza e ignorância. Já há muito tempo era predito entre os
judeus a vinda do Messias. As profecias se cumpriram exatamente como
anunciadas. Foram muitos os Profetas e muitas as profecias acerca do Cristo que
viria. Desde seu nascimento anunciado em Belém, uma a uma as profecias foram se
confirmando; Ele seria chamado do Egito, descendente de Davi, seria precedido
por João, o Batista, sua entrada cheia de júbilos em Jerusalém montando um
asno, sua ausência de enganos, sua condição humilde, sua ternura e compaixão
pelos sofredores, Ele seria escândalo aos judeus, vendido por 30 moedas, abandonado
pelos discípulos na hora do seu testemunho, suas vestes seriam divididas e a
sorte lançada sobre elas, o fel do vinagre lhe seria servido, uma lança o
rasgaria traspassando seu lado, sua morte dolorosa, seu reaparecimento no
terceiro dia, o domínio e perpetuidade do seu reino de Amor na Terra, foram
algumas das mais importantes profecias acerca do advento do Nosso Mestre,
vaticinadas por inúmeros e diferentes Profetas, que a seu tempo, anunciaram aos
judeus a passagem do Salvador pelo Planeta.
Tudo se
cumpriu conforme os desígnios de Deus todo Poderoso, mostrando aos homens que a
Força Divina tem total controle sobre o futuro da humanidade, como bem
observamos nas predições contemporâneas para a Transição Planetária que
haveremos de testemunhar.
Contudo,
dentre as tantas profecias, uma nos traz o relevo da intensidade de
preparativos que antecederam a vinda de Jesus, tudo cuidadosamente arquitetado
pelos Planos Celestiais. Seu nascimento se daria através de uma mulher pura,
uma virgem imaculada, que traria junto a sua Envergadura Espiritual, a
representatividade da mãe do Redentor na Terra, título de tamanha consideração
que a Onissapiência do Criador não designaria a qualquer mortal.
Sabemos que os
títulos celestes são denominações honorificas dados aos atributos morais e as
qualidades angelicais daqueles que por direito os merecem. Nesse momento de
reconhecimento do endividamento que temos
para com Aquela que foi a Mãe do Nosso Senhor, pensemos todos juntos no
grau da Hierarquia Espiritual Elevada de Maria! Raciocinemos, assim, que tudo o
que aqui dissermos e tudo aquilo já criado pelos homens e pelas religiões sobre
Maria, não poderá jamais definir a grandeza da Sua representação donativa para
toda a humanidade.
Não nos
enganemos, Maria não era um Espírito frágil. Maria sabia quais eram os
desígnios de Deus e como serva obedecente do Senhor, aceitou a sua Iluminada Missão.
Contudo, Ela também sabia que a dor lhe seria imensa. Uma missão grandiosa, ao
mesmo tempo dolorosa! Tal como foi a de Jesus e como se traduziu também a de
seus primeiros seguidores.
Os pais da
Terra se orgulham bastante dos bons feitos dos seus filhos. Estuam de contentamento
quando os vêem bem educados, quando os filhos, junto à sociedade, demonstram
seus bons talentos, auxiliando-a no progresso. Ali, vemos uma mãe que vibra ao
saber que o filho passou bem de ano. Acolá, o coração de um pai que pulsa mais
forte ao ver seu filho se destacar nos esportes. Pais que se alegram pela boa
educação que conseguiram passar aos rebentos. Coisas simples, normais do
cotidiano da Terra, mais que trazem relevo de alacridade à vida familiar.
Agora façamos
breve ponderação sobre essas alegrias insuperáveis do coração de Maria junto
aos inúmeros feitos de condescendência do seu filho Jesus. Que mãe, meus caros, não se deleitaria em expansão de admiração e amor, de emoção e jubilo, ao ver
as ações inigualáveis de compaixão e bondade como aquelas que Maria testemunhou
ao lado de Jesus, seu filho adorável e primogênito? Que mãe não se sentiria
enlevada de extremado carinho e profunda admiração por feitos como aqueles
nunca dantes presenciados, maiores que quaisquer outros? Convenhamos, feitos
que não eram os triviais como esses que os pais da Terra testemunham. Seu filho
amado dava provas do Poder de Deus a todo instante. Eram cegos que recebiam de
volta o dom da visão. Paralíticos que retornavam a andar. Loucos que obtinham a sanidade de
volta. Criaturas na escuridão que conheciam a luz libertadora. Leprosos que
tinham a derme limpa e a saúde restituída. Mortos que voltavam à vida!
Que mãe não
entesouraria esses feitos gigantescos do Amor e da Autoridade do seu filho? Que
mãe não guardaria no profundo do coração o maior cuidado, desvelo, paixão,
meiguice e intenso carinho pela Pessoa como a do seu amado filho Jesus? E se ela visse esse mesmo filho que tanto
amava sofrer injustamente, torturado publicamente por razões políticas
infundadas; que mãe suportaria tamanha dor?
Dizem-nos os
Espíritos elevados, que lidam longamente com as dores humanas, em todo tipo de
misérias e infortúnios latentes, que a linguagem ainda não conseguiu inventar
vocábulos bastante justos ou compreensíveis para definir a dor que uma mãe sente ao perder seu filho. Imaginemos daquela
forma, vendo-o sofrer todo tipo de agruras, injustiças e escárnios. Certamente
esse é um abatimento vibracional que está fora da compreensão da criatura
humana. Imaginemos assim, o quanto sofreu Maria, ao testemunhar bravamente a
morte do seu filho na cruz. Sua coragem angelical de se fazer presente, de não
abandoná-lo em hora tão dorida. Seu abatimento era a dor lancinante da não
compreensão daqueles gestos humanos irascíveis. Ali estava o Anjo de Deus,
tratado como um reles marginal. De que acusavam seu filho querido?! Seu coração
de mãe não podia compreender! Não tinha sido a vida Dele voltada ao amor pelos
semelhantes? Naquele momento de extremada dor, não era o Espírito Altivo de
Maria que observava a triste cena, era o espírito da mãe terrena que via
lacerado seu coração em pungente agonia, a mesma que o Cristo testemunhava na
cruz.
Diante dessa
dor indizível, a Rosa Mística de Nazaré entendeu o seu papel por completo.
Caíram os véus da carne e os céus brandiram revelações no seu espírito
magnânimo de Mãe, quando seu filho Jesus, antes do suspiro derradeiro, a
encomendou ao amor de João; - “Mãe, aí está seu filho!”... Consagrando assim o
papel de Maria junto à humanidade, continuar como Mãe zelosa. Ser a Mãe de
todos nós, aqueles que devem muito e precisam do seu socorro piedoso.
Se a grandeza
do papel de Maria é apenas de leve mencionada no Evangelho, se a sua nobreza de
ânimo, generosidade e magnitude foram diminuídas, é porque Ela quis apagar sua
Luz própria para que a de Jesus brilhasse mais intensa e extensiva a toda
civilização terrena.
Mas nós Mãe
Querida, que muito a admiramos e temos intratáveis débitos para contigo, não
poderíamos nos privar de apresentar-nos a um convite para homenageá-La, mesmo
consciente de que as tuas honras são as celestiais, aqui estamos nós, corações
unidos aos muitos amigos e amigas nesse belo painel, em protesto de veneração e
respeito a Tua lembrança, em preito de reconhecimento e ato humílimo de
cortesia por tudo àquilo que Tu representas pra nós, Ó Santíssima! Tu que foste
mulher isenta de qualquer mácula ou pecado, que renunciaste a Tua Estrela de
Luz para descer as sombras da Terra e acudir a humanidade. Sem a doação do Teu
ventre Casto, Candido e Virginal, que seria dessa civilização Mãe Querida? Que
haveria de ser de todos nós, sem teu filho Jesus para nos guiar?
Qual não teria
sido a Tua ingente dor no silêncio triste das lembranças da passagem do Teu
Filho? Das recordações da infância do Teu Menino de Luz, enquanto as ironias
mordazes eram proferidas pelos soldados romanos em desrespeito ao sofrimento evidente
que dilacerava tua alma sensível e afetuosa de mãe e mulher piedosa ao pé
daquela cruz infame? Embora a missão celestial se descortinasse sobre os Teus
olhos, que fizera Teu filho querido para merecer tantas torturas? Não foram as
criaturas famintas de luz saciadas com a claridade Dele? Não tinham as
profecias, as escrituras para avisá-los sobre tudo isso que sucederia? Por que eles
não o conheceram? Planos Maviosos os do Criador; mesmo no momento da dor, faz
que nasça o imperecível Amor.
Belém que era
uma região pastoreia já tinha dado à luz a muitos pastores de ocupação. Seu
território favorecia a criação de rebanhos e esse modo de vida. E como
prometido por Deus nas Escrituras, ali nasceu o Pastor Celeste! Que grande peça
angelical os Céus pregaram nos homens incréus e tolos. Como o próprio Jesus se
reportava, Ele era o pastor das ovelhas desgarradas de Israel, o Bom Pastor,
Aquele que dá a vida por suas ovelhas.
Por quê? Por
que eles não o puderam reconhecer? Seu coração de mãe questionava inquieto! Contudo, o santuário da Tua consciência estava
livre de qualquer ressentimento humano. A grandeza do Teu Espírito, mesmo
diante do suplício daquele a quem mais amava, soube rogar a Deus, assim como
fez Jesus, por aqueles que não sabiam, naquela hora extrema, o que realmente praticavam.
É por tudo isso
Divina Mãe, que Te respeitamos e Te amamos tanto! É por tudo que concebeste que
estamos jubilados de alegria por louvar-Te, registrando aqui a admiração nos
nossos sentimentos mais nobres, pelo reconhecimento daquilo que representas
para todos nós, Ó Imaculada!
É com a
reverência e a devoção deste que escreve, o mesmo que foi salvo pelas Tuas mãos
caridosas, na ocasião da efervescência de profundas dores, quando prisioneiro
do vale onde se encontrava por merecido desrespeito as Leis de Deus, e, fui
resgatado pela tua Caravana de Amor. Com extremado respeito, gostaria sim de
galantear-Te o ventre abençoado que abrigou o Nosso Senhor Jesus com minhas
pobres palavras, coroando de louros a nossa compreensão desse teu Ministério de
Luz entre os homens, sabendo que só Tu, Senhora vinda das Estrelas Fulgurantes,
poderia ter tido a honra dessa Missão Santificada na Terra.
Sem jamais
esquecer de nós na complacência da Tua Gloria, continuas sendo o auxílio
invisível aos sem força, aos sofredores e oprimidos do mundo. Os náufragos da
Terra encontram Porto Seguro junto ao Teu Amor eterno de mãe. As criaturas
disformes e alucinadas, letargicamente atingidas pelas trevas nos abismos da
dor, agarram-se a Tua destra alvinitente e é por Ti que clamam para salvá-los
da desgraça duradoura. Os sofrimentos cruciantes e as faltas gravosas do
pretérito se aplacam através da Tua Graça e clemência, e Tu, Mãe Sublime,
continuas a rogar por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte!
Ave, Ó Maria.
Saldamos-te tributando as mais honrosas homenagens a ti, Rainha cheia de
Graças!
Salve Mãe
Querida da Humanidade! Salve Maria!
Camilo
Mensagem recebida no V Painel da Pós-Juventude Irmã Scheilla em Homenagem a Maria de Nazaré,
em 29/01/2011

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